Battles - Gloss Drop
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ficha técnica
Nota: 2 / 5
Ano: 2011
Selo: Warp
Estilos: math-rock
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Battles - Gloss Drop
10.06.11 00:05
O maior desafio de bandas experimentais que muitas vezes dispensam vocais em favor de longos trechos instrumentais é criar momentos que fiquem guardados na memória de quem ouve. O Battles não tinha esse problema. A banda conseguiu emplacar diversos hits com seu primeiro LP, o excelente Mirrored, com vocais que não eram exatamente reconheciveis, mas eram bem grudentos.

Com a saída do vocalista Tyondai Braxton, o Battles perdeu o que era talvez sua característica mais facilmente reconhecível: nada mais de vocais cartunescos como em "Atlas". Sobraram só a técnica vigorosa de três veteranos do rock e, de resto, tudo muito parecido.

Gloss Drop é composto por 12 faixas que podem soar como a fúria mecânica de máquinas em curto-circuito ou como overdose de açúcar em crianças de 10 anos. De todas as formas, o registro é de uma banda onde todos os integrantes parecem ter dda e se cansam rapidamente de estruturas clássicas do rock e esqueminhas musicais manjados. Isso é bom em alguns momentos, como na faixa "White Electric", onde vários arpegios de guitarra crescem em progressão geométrica até culminar em uma orgia de frequencias sonoras. Mas também pode ser cansativo e não muito inspirado, como em "Sweetie & Shag".

As timbragens também não mudam muito durante o disco todo. Já em "Inchworm", uma das primeiras faixas do disco e uma das melhores, você ouve aquele piano com ar de realejo tresloucado, que funciona muito bem dentro dessa música, mas que repetido por todo o álbum perde um pouco do charme. Falta também uma coesão maior para Gloss Drop como um todo. Enquanto Mirrored parecia um pastiche irônico da cultura pop sonora norte-americana, quase como as colagens tridimensionais de Robert Rauschenberg, o segundo disco do Battles não parece ter um fio condutor que guie o ouvinte. As faixas se seguem, mas a audição do disco do início ao fim não gera um significado maior.

Flash Content
Battles - Inchworm (mp3)

Flash Content
Battles - Rolls Bayce (mp3)

Flash Content
Battles - White Electric (mp3)

Para uma banda experimental, o Battles decidiu se arriscar muito pouco no segundo LP. Talvez a falta de um elemento tão facilmente reconhecível como a presença da voz modificada de Tyondai Braxton tenha sido muito difícil de contornar. Técnica por técnica não faz um bom disco. Fica, Tyondai. Vai ter bolo. Ou sorvete. Ou algo do tipo.

Thiago Freitas
Thiago Freitas
everybody love everybody
comentários
2 comentários
Saulo Pordeus
Saulo Pordeus(11.06.11)
0AprovadoQueima
Também gostei!Battles não é uma banda que se gosta numa primeira audição.E neste segundo album não é diferente.Não concordo com a críitica acima, já que as músicas citadas são as mais parecidas com a do Mirrored.Furtura e Africastle e outras mostram que a banda inovou mais uma vez em Gloss Drop.
Vivian Reis
Vivian Reis(10.06.11)
0AprovadoQueima
Eu gostei bastante!! Dá pra perceber o baque causado pela saída do Braxton, mas o trio é muito talentoso e teve jogo de cintura pra fazer um disco cativante e criativo, mesmo que seja muito mais comercial (ou acessível).
Obs.: Destaque para My Machines (feat. Gary Numan)! Muito boa!!!!! :D