Amiguinhos, enfim saiu a segunda edição do "Todo DJ Já Sambou".
Eu só acreditei porque já peguei uma na mão. Tem fotos novas, capítulos atualizados e um texto de introdução imperdível, escrito pelo fera Bill Brewster, co-autor do livraço "Last Night a DJ Saved My Life".
O relançamento rola nesta sexta-feira, no Sesc Pinheiros, a partir das 18h. Primeiro, haverá um bate-papo, mediado por mim, com seu Osvaldo, Patife e Grego. Depois, Noise e Magal se juntam aos outros DJs para mostrarem um pouquinho do que sabem fazer durante um happy hour animado.
Pode chegar, que é de graça. Ah, e durante o bate-papo vou distribuir algumas das camisetas que a Cavalera muito gentilmente confeccionou para divulgar o livro. São fofas e são poucas - vamos dar pros mais afiados, que estiverem com as história da discotecagem no Brasil na ponta da língua.
Vai lá faturar uma camiseta, tomar um suco e aproveita para pegar autógrafos na nova edição do livro. De quebra, você ajuda o crew das escritoras pobres - que compreende, além de mim, Clarah Averbuck e Vitor Angelo.
O livro estará à venda no Sesc por um preço promocional. Se bem que a loja virtual da Conrad também está vendendo o livro com desconto - de R$ 37, ele sai por R$ 34, com frete grátis.
Ajuda, Brasil!
Relançamento Todo DJ Já Sambou
Sexta, 4 de julho, a partir das 18h
Sesc Pinheiros
R. Paes Leme, 195, segunda andar (sala de leitura)
Tel. 0/xx/11/3095-9400
Grátis
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Dei uma sumida aqui do blog por causa do trabalho de atualização e revisão do Todo DJ Já Sambou. Não tinha imaginado como tinha coisas pra incluir!
O livro foi lançado em 2003 e de lá pra cá... é como se o mundo DJ tivesse virado de cabeça pra baixo. Tantas mudanças em tão pouco tempo. Lá no livro eu falava pra caramba sobre a batalha dos DJs brasileiros pra comprar discos de vinil e hoje... nossa, parece que faz 50 anos que lancei a primeira edição. Até o seu Osvaldo entrou na era digital e estreou um site! Tá? Vai lá: www.orquestrainvisivel.com.br.
A boa notícia é que quem comprar o livro agora vai ter uma obra fresquinha, e tomei cuidado pra não deixar pistas muito guiadas por datas - porque quando se foca num determinado recorte de tempo, é super difícil não deixar uma obra datada.
Neste meio tempo teve um monte de coisas legais acontecendo, a maioria eu perdi por conta do prazo que tinha que cumprir - desculpa os atrasos aí, hein, Conrad. Alguém me conta como foi o Sven Väth?
Mas tudo bem, jajá vem outra penca de coisas bacanas pra fazer. Nesta sexta (4/4) tem festa de encerramento do Lov.e (eu vou tocar no vizinho, Loveland, parece que os dois lugares vão estar conectados pela primeira vez) e estréia da noite Ghetto Luxxo, dos meus amigos Fly Garcia e Marmitex, no Audio Delicatessen. Sábado (5/4), tem Discology, com a convidada super especial Leiloca Pantoja, de quem já falei por aqui.
Em abril tem aniversário de cinco anos do D-Edge (mas já?), e gostei de ver que tem Cobblestone Jazz (do Matt Johnson) e os belgas do Aeroplane na programação. E o ano está só começando...
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

Tenho algumas semanas de trabalho pela frente pra revisar e atualizar a segunda edição do livro "Todo DJ Já Sambou", um estranho sucesso editorial que estava esgotado havia pelo menos dois anos.
Em janeiro, a editora Conrad me procurou pra pedir uma revisão e também algumas páginas de atualização. A primeira edição vendeu impressionantes 5.000 cópias - um número ótimo, dizem os editores, pra uma autora estreante falando sobre um tema tão específico.
Se bem que eu nem acho que é mais tão específico assim, né?
Então, o 2.0 lá do título significa que eu gostaria de contar com a ajuda dos leitores. Peço que me enviem possíveis erros encontrados na primeira edição, como um nome grafado incorretamente ou alguma data. Emails na linha "acho que você deveria incluir a cena de x ou y cidade" certamente serão bem-vindos, mas dificilmente acatados.
Então vem aí um "Todo DJ Já Sambou" com novidades. A data de relançamento deve ser meados do ano. Meu email é clauassef@uol.com.br. E tenho dito!
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

Seu Osvaldo tenta se entender com o fone, no lançamento do Todo DJ
na pracinha da Fnac, em 2003
Seu Osvaldo Pereira, o técnico de rádio que escreveu seu nome na história da música brasileira como o primeiro DJ do país, anda nervoso. É que nesta sexta-feira, aniversário de São Paulo, ele estará no centro das atenções do evento Maestros Mecânicos - Uma homenagem aos 50 anos de discotecagem no Brasil, cujo nome já explica tudo.
Em meio a entrevistas para programas de TV como Metrópolis e Fantástico, além de jornais (ele foi capa da Ilustrada semana passada) seu Osvaldo, 73 primaveras, bateu (mais ) um papo comigo, desta vez por telefone.
O que o sr. está achando desta homenagem, de toda esta atenção, 50 anos depois de começar a tocar?
Eu ainda estou meio espantado, mas no bom sentido. Sinto uma satisfação enorme, porque tanto tempo depois ainda estou colhendo os frutos por algo que plantei há tanto tempo. Tanta gente boa entrou nesta profissão, fico emocionado.
Esta é a terceira vez que o sr. toca desde que abandonou a profissão de DJ, em 1968. Está preparando algo especial?
Não posso ficar pensando nisso muito, porque fico ansioso e nervoso. Mas estou sim preparando uma seleção muito especial. Vou começar com "Let's Dance", do Benny Goodman. Daí pra frente, vai ter chachacha, uns sambas e faixas de big bands americanas, que eu adoro, músicas do Ray Conniff. Mas ainda não está 100% pronto.
Desde que o sr. começou a tocar, em 1958, surgiram duas, até três gerações de DJs, se a gente contabilizar a molecada que está começando a tocar agora. O sr. tem contato com DJs de música eletrônica, por exemplo?
Fiz bons amigos neste meio, e desde que voltei a me encontrar com DJs, no lançamento do seu livro e em outras circunstâncias, constatei como estes meninos evoluíram. Fico abismado com os avanços da tecnologia, como, por exemplo, o DVD já era, agora tem este tal de blue ray, né? E o CD também já era... então acho lindo como os DJs de hoje se reciclam, vão atrás de novidades e aprendem. E também sempre achei muito bacana a arte da mixagem, coisa que não existia no meu tempo. Isso tudo são coisas que me deixam muito satisfeito, muito feliz mesmo de estar vivo pra poder acompanhar isso tudo. Além de DJs sensacionais, como o Patife, o Camilo (Rocha), tenho DJs na minha família também, o Tadeu, meu filho, vai tocar no evento também, e tenho o meu sobrinho-neto, o Grandmaster Ney, que foi um dos grandes nomes da Chic Show.
Que momentos da evolução do DJ o sr. citaria como fundamentais para o desenvolvimento da profissão?
Cada momento tem o seu brilho, mas eu sempre penso que a geração que formou as equipes de baile foram muito importantes. Por exemplo, a Chic Show teve um poderio impressionante. Atraíam 10 mil pessoas por baile. Foi uma pena que eles perderam a mão, porque nunca vi uma coisa daquelas.
E foi isso, um papo curtinho. Quem quiser ouvir ao vivo o jeito cativante de seu Osvaldo falar, é só colar no Sesc Ipiranga, nesta sexta. Ele participa de um bate-papo a partir das 15h30, ao lado de Grandmaster Ney, Tony Hits e Otávio Rodrigues, comigo na mediação. E tem mais uma penca de coisas legais rolando no Sesc Ipiranga, como workshops de discotecagem (com Grandmaster Ney), dança (Nelson Triunfo), exposição de fotos de bailes, show de Carlos Dafé... eis a programação:
Área de Convivência
Parabéns São Paulo: Seus DJs em 50 anos de discotecagem
Encontro dançante em homenagem ao Seu Osvaldo e todos os DJs paulistanos. Nas pick-ups, DJ Tadeu. Dia 25/1. Sexta, das 17h às 19h
Galpão
Todo DJ já Sambou?
Conversas e discotecagem com Seu Osvaldo, Grandmaster Ney, Tony Hits, Claudia Assef e Otávio Rodrigues. Dia 25/1. Sexta, das 15h30 às 17h.
EXPOSIÇÕES
Galpão
O baile do Lu e o trono do DJ Biló
Fotos de Juvenal Pereira. Abertura 25/1, às 12h. Até 31/1. Terça a quinta, das 9h às 21h. Sábados e domingos, das 9h às 18h.
Colecionadores de Vinil
Dias 25, 26 e 27/1. Sexta a domingo, das 10h às 17h.
AULAS ABERTAS
Galpão
Discotecagem
Com Grand Master Ney. Dias 26 e 27/1. Sábado e domingo, das 11h às 12h30.
Dança Black Soul
Com Nelson Triunfo. Dia 26 e 27/1. Sábado e domingo, das 13h às 15h.
Dança Swingue e Samba-Rock
Com professor Moskito e Equipe do Projeto Dançar. Dias 26 e 27/1. Sábado e domingo, das 15h30 às 17h.
Performances Dançantes
Com Equipe do Projeto Dançar e Nelson Triunfo. De 26 a 31/1. Sábado a quinta, das 19h30 às 21h30. Exceto 28/1, segunda-feira.
BAILES/SHOWS
Área de Convivência
Clube do Balanço e Luiz Vagner.
Abertura do DJ Gandaia. Dia 26/1. Sábado, das 18h às 20h30.
Os Opalas e Tony Hits
Abertura do DJ Willians. Dia 27/1. Domingo, das 17h às 19h30.
Maestro Mecânico e sua Orquestra Invisível
Nas pick-ups Grand Master Ney. Dia 29/1. Terça, das 19h30 às 21h30.
Nereu Mocotó
Abertura do DJ Juninho. Dia 30/1. Quarta, das 19h30 às 21h30.
Carlos Dafé
Abertura do DJ Willians. Dia 31/1. Quinta, das 19h30 às 21h30.
INTERNET
Internet Livre
Navegação pelo blog "Todo DJ já Sambou" Dia 25/1. Sexta das 13h às 14h.
MINI-CURSO
Galpão
Trajetórias e Histórias da Discotecagem no Brasil
Com Grand Master Ney. Inscrições a partir das 13h do dia 09 de janeiro de 2008. Pelo telefone: 3340-2000. Dias 29, 30 e 31/01. Terça a quinta, das 18h às 19h30.
Sesc Ipiranga
Bom Pastor, 822
Tel: 3340-2000, de terça a sexta das 8h às 21h e aos sábados, domingos e feriados das 9h às 17h. No site www.sescsp.org.br ou pelo 0800-118220.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

No ano em que se completa meio século desde a primeira discotecagem feita no Brasil, o pioneiro Osvaldo Pereira ganha uma merecida homenagem organizada pelo Sesc Ipiranga.
O evento Maestros Mecânicos: Bailes Nostalgia e o Cinquetenário da Discotecagem Paulistana acontece entre 25/01, aniversário de São Paulo, e 31/01 e terá, além do próprio Osvaldo discotecando, palestras, workshops e exposições de fotos de bailes de várias épocas e de capas de discos.
Para o bate-papo, foram convidados os DJs Grandmaster Ney, sobrinho neto de seu Osvaldo, Tubarão, Will e Tony Hits.
Segundo o material de divulgação do Sesc, a idéia é fazer uma homenagem a todos os DJs do país, partindo da figura do seu Osvaldo, que foi o primeiro a organizar bailes "mecânicos", ou seja, usando uma vitrola e um sistema de som no lugar de uma banda. Isso em 1958...
Sua apresentação no Sesc será uma oportunidade rara de vê-lo em ação. Seu Osvaldo parou de tocar em 1968 e, de lá pra cá, fez pouquíssimas aparições pilotando discos - uma delas foi no lançamento do meu livro, "Todo DJ Já Sambou", em 2003, na pracinha ao lado da Fnac.
Entre os workshops, prometem o de discotecagem, com Grandmaster Ney, e o de dança com Nelson Triunfo. A programação completa está no site do Sesc, procure pela unidade Ipiranga, em "música".
Maestros Mecânicos: Bailes Nostalgia e o Cinquetenário da Discotecagem Paulistana
De 25 a 31/01, no Sesc Ipiranga
rua Bom Pastor, 822
Fone (11) 3340-2000
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

"Se não mentiram pra mim, nesta foto estamos com a Camilla Harumi, ex-aluna do DJ Akeen", diz Anderson
Outro dia recebi um email de um rapaz me pedindo os textos do livro "Todo DJ Já Sambou" no formato Word, pra que ele pudesse ler. Achei que a razão do pedido fosse o fato de o livro estar esgotado há algum tempo nas livrarias. Mas, lá pela metade do email, ele me contou que a única forma dele ter acesso a livros era através do Word, porque ele é cego, e a leitura em braile só se dá através do computador (ou, é claro, se o livro for fisicamente neste formato).
No final da mensagem, ele me contou um pouco de sua história: disse que era DJ e que tinha formado um duo com outro amigo que tocava, também deficiente visual.
No site da dupla, Anderson Farias - que me escreveu - e seu amigo, Roger Marques, se apresentam como DJ's Unidos, os primeiros DJs cegos do Brasil. Ali eles contam que começaram a gostar de dance music no começo dos anos 90, influenciados por programas da Nova FM, rádio que na época era totalmente dedicada à música eletrônica e influenciou toda uma geração de DJs (" Marky, por exemplo, sempre cita os extintos programas da emissora).
Depois de frequentar clubes históricos de São Paulo nos anos 90 (Sound Factory, Overnight), os dois resolveram comprar um par de toca-discos CCE e começaram a tocar. Isso foi em 94. Praticaram como loucos as viradas e, em 95, se inscreveram num campeonato de DJs (da Curto Circuito), do qual Roger saiu vice-campeão.
Pelo que entendi, seus sets são basicamente de flash house. Eles já tocaram até no programa Energia Na Véia, na 97 FM. No site, tem uma área de podcast (no momento em manutenção) onde eles penduram um programa dedicado à música dos anos 80 (o Portal 80).
Eu fiquei de descolar o conteúdo do livro em Word, é claro. Vai ser uma honra pra mim que eles leiam. E, posso dizer, com este exemplo de determinação e vontade, eles provaram que enxergam muito mais longe do que muito DJ que eu conheço...
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.



