
Semana passada, a Skol reuniu jornalistas numa coletiva no Shopping Cidade Jardim - o novo ícone do luxo da cidade - pra anunciar um evento para 40 mil pessoas, anunciado como "nunca antes visto", ou algo parecido.
Deu vontade de ver. Seria o fim do Skol Beats, evento que nasceu inovador, cresceu como um encontro ecumênico de várias tribos e nos últimos anos vinha tentando encontrar um novo caminho? Na dúvida, entrei na coletiva online.
Tratava-se do Skol Sensation, um megaevento pra 40 mil, marcado para acontecer em abril, em São Paulo. A novidade? Segundo o pessoal da Skol e o gringo dono da ideia, a grande inovação é que o Sensation reúne música eletrônica, teatro, acrobacias, luzes, laser e fogos de artifício, num ambiente onde todo mundo deve ir vestido de branco.
Depois, a Folha publicou os preços do bailão: ingressos simples serão vendidos por R$ 160 e os premiuns, com bebida incluída, batem na casa dos quatro dígitos. Ou seja, saem os cybermanos, entram os frequentadores do Café de la Musique.
Tudo bem, a Skol é uma marca e precisa vender, achar novos nichos pra investir e de repente foi ágil em farejar uma tendência: a de que estamos vivendo num país onde, apesar da crise que assola o mundo, o que importa é ostentar, gastar, ou seja, ser alguém (rico) na cena.
Continua no blog do Camilo
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.




http://www.residentadvisor.net/review-view.aspx?id=5935
É beeem por ai a "cena" eletrônica $$$$ daqui.
pq cruzeiro é elitista por definição, e festival pode não ser.
pq da pra ouvir facil qualquer dj desse cruzeiro em clube.
pq o cruzeiro tem pouca importância, não tem tanta exposição na mídia,
não influencia opiniões.
pq falta um bom festival de musica eletronica no brasil.
se eu lembrar mais alguma coisa falo depois :P
enfim...