Eu não sei se tem a ver como fato de eu ter virado mãe recentemente, ou se é influência dos habitantes que circulam a minha vizinhança, Dalston e Shoreditch, mas ando numa vibe STREETWEAR. Não, pra ser mais precisa, ando numa vibe SPORTSWEAR. Mas não aquele sportswear fajuto que apareceu nas passarelas nas últimas seasons, aquela versão clean de bermudinha, bomber jacket e salto alto adotada pelos Alexander Wangs da vida - não. A minha fascinação tem sido pela COISA EM SI: de tênis Nikes a gorros do New York Yankees e casacos-uniforme do Chicago Bulls, passando por jaquetas de ski da North Face e obviamente, OBVIAMENTE, tudo o que vem do universo SKATEBOARD.
Claro que não e' coincidência: vários websites já chamaram a atenção pro fato de que desde os anos 90 não se vê marcas de skate sendo TÃO desejadas. A Supreme, por exemplo, que andava mal das pernas década passada, de uns tempos pra cá anda dominando o inconsciente fashion. Tudo que é nome de respeito na indústria anda vestindo a camisa, inclusive pop-stars. Ou vai dizer que você não viu aquela foto da Lady Gaga (ela de novo... preciso parar de falar dessa moça) usando nada mais do que uma camiseta molhada da Supreme e um óculos Cutler & Gross? O hype é tanto que levou ao deal mega-lucrativo com o grupo Gucci, e a marca está expandindo que nem fumaça dentro de formigueiro.

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E não é só a Supreme que anda passando por um mega-revival: o Air-Max da Nike é o tênis mais HOT do dia, qualquer coisa com logos de times de baskete e baseball é ouro, gorros altos na cabeça, casacos de ski, mochilas da Eastpak, moletom de capuz, e por aí vai. (ainda não vi camisetas de futebol circulando entre os trendinistas... taí uma oportunidade, hein torcedores do Flamengo?)



O retorno do hip-hop em formato menos bling e mais cool, graças ao moleque maconheiro A$AP Rocky (ícone do momento - só ele merece um post), e Tyler the Creator, dono do label Odd Future, tem também ajudado a levantar o apelo de street e sportswear (e quem lê o blog, sabe que quando tem música no meio, a gente se interessa). Os dois são interessados em moda, mas passam longe de Gucci, Dior e Dolce & Gabbana. Pra eles, mais exclusividade, s'il vous plait: quando não é o label francês Pigalle, Y-3 e colaborações da Supreme, eles criam os próprios panos.
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Toda essa revolução tem sido mais do que bem-vinda pra mim que, como eu mencionei no começo do post, virei mãe recentemente - afinal, não dá pra manobrar um Bugaboo no transporte público de Londres com plataformas nos pés, nem sentar no chão com a criaturinha vestindo saia de cintura alta. Eu jamais pensei que fosse virar tão PRÓ-COMFORTO, mas sim: MOLETONS, AQUI ME TENS DE REGRESSO.
É claro, se eu estou escrevendo isso agora, significa que MUITO em breve vamos ver os camelôs estocando bolsas com o logo avermelhado da Supreme e dos Lakers (de novo, claro. Hoje em dia tem até revival de falsificação). Lembra o que aconteceu com os bonés da Von-Dutch? Poisé. Corra enquanto é tempo.
tempo.
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.






