So. YEAH. Pois parece que nenhuma cantora pop aspirante a mega-star que queria um minuto de atenção da geração Y - a.k.a. a geração mais desatenta da história EVER - pode pensar em subir num palco sem usar a Lady Gaga como referência féshion. Ou a Cher, se você quiser ter mais substância.
Vejamos: de uns tempos pra cá apareceu a Ke$ha (acima e abaixo), que adora um neonzão e pintar a cara
(e no finde apareceu no American Music Awards com tachinhas na sobrancelha).
E lançando álbum essa semana aqui no UK, tem a Nicki Minaj, que colaborou com tudo que e' big name do hip hop, de Will.i.am a Lil Wayne. Assim como as outras (incluindo Rihanna, Beyonça e etc), ela também adora (ou começou agora a adorar) um estilista maluquenho em começo de carreira e usar cores do arco-íris na cabeça.
e por fim, lançando o single feminista (ou lesbico) "DO IT LIKE A DUDE" direto dos guetos de East London, a nossa querida Jessie J. A atitude é punkete, mas o estilo, por enquanto, é menos maluquete: cabelo chanel-meio-katie-perrie + dourado hiphop + maquiagem forte.
todo mundo mutcho macho, e cheia das atitudes boludas. Agora, se vc me perguntar sobre a música, vou responder a mesma coisa que eu costumava dizer em relação á Gaga:
WHO CARES?
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
Hoje a London Fashion Week deu seu primeiro pontapé em direção a um futuro inverno fashion (sorry, essa foi horrível... tô cansada), mas antes de eu me jogar de cabeça em falatório de estilistas e acessórios e gentchi do meio, posso fazer um resumão rápido dos melhores figurinos dessa semana de Carnaval e Brit Awards? Por que ultimamente o povo da moda tem andado TANTO de braço dado com o povo da música que dá gosto de ver. Principalmente no Brasil e no Reino Unido.
Então, obviamente eu não pulei Carnaval esse ano (aliás, eu não lembro a última vez que eu fiz tal coisa), mas graças as maravilhas tecnológicas de live video streaming, hoje em dia da' pra dar uma espiada na Globo entre um episódio de Mad Men ou outro. E antes de eu cair no sono na segunda, foram boas as surpresas fashion que apareceram na tela sofrida do meu Mac, quase tudo mérito da Porto da Pedra:
Geisy de Arruda LENDA vestindo uma versão monárquica DAQUELE vestidinho polêmico (que até hoje eu não entendo por que diabos aquele vestido causou TANTO alvoroço... alguém explica?)
As caveiras de Herchcovitch avançando no Sambódromo como um exército apocalíptico de...Alexander McQueen (é dele a influência, né não?).
Marília Pêra também LENDA (gente, restylene e botox é o novo hidratante das atrizes brasileiras hein? Que inveja) de Coco Chanel, pérolas e tudo (será que a bolsa é verdadeira?)
Eu não sei explicar direito o que é essa ala, mas achei que o conjunto visual da mensagem na ... o que é isso, uma bata? teve impacto bonito. Apesar de que se você parar pra pensar mesmo, "comer e beber roupa" pode resultar em distúrbios alimentares, e já basta esse meio da moda ser todo paranóico com peso... :P
Eliana (olha o restylene aí de novo minha gente) nem foi atrás de fantasia e optou instead por um look arara da hilária Neon. Fiquei doida imaginando como ficaria nela o look elefante ou o coruja do inverno 2010, nas fotos abaixo.
E Claudia Leite em Salvador, simplesmente pelo ESFORÇO que deve ter sido vestir um look desse, preso até o rabo de cavalo. Imagine a sessão que não deve ser ir no banheiro?
Agora, mais perto de casa, na terça-feira tive também ótimos momentos enquanto assistia ao Brit Awards - uma espécie de VMAs britânico menos engraçado, mas com quase tanto apelo fashion quanto o Carnaval.
E claro, VOCÊS ACHAM QUE EU IA DEIXAR ELA DE FORA? Dame of Gaga, presente em praticamente TODOS os meus posts nesse blog, destruiu mais uma vez, fazendo uma bela homenagem a McQueen.
Lily Allen fez várias APARIÇÕES (não há como usar outra palavra) usando uma série de perucas retiradas provavelmente do closet de Elizabeth Taylor nos anos 80. Não consigo pensar em uma explicação concreta pra ela ter escolhido tais penteados, mas de repente eu estou perdendo alguma mensagem subliminar ... ou tendência.
E Mel B das Spice Girls (leeembra dela? nada como ressucitar estrelas dasantiga quando a Beyonce tá no Brasil hein?) optou por fazer um Alice Dellal, o raspado escolhido por 9 entre 10 fashionistas em 2008 e 2009 (inclusive essa que vos fala... ainda estou amargando os longos meses que levam pra voltar a crescer).
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Já faz algum tempo que eu planejava escrever sobre "The Uniform Project", que é uma iniciativa mutcho interessante de uma menina de Nova York chamada Sheena Matheiken. Desde maio desse ano Sheena resolveu provar pro mundo que esse velho drama feminino de "ai não tenho nada pra vestir" é pura bollocks, e resolveu usar O MESMO vestido durante 365 dias (não o MEESMO, mesmo, ela fez 7 cópias pra cada dia da semana).
Usando acessórios e outras peças, a maioria vintage, de segunda-mão ou doada, Sheena reinventa o vestido todo santo dia, cada dia de uma maneira mais interessante. E a intenção é boa: além da lição de moral anti-consumista, ela ainda bota 1 dólar por dia num "jarra virtual" e convida outras pessoas pra fazerem uma doação e ajudar a financiar a educação de crianças na Índia.
E aí no Brasil, o Fantástico resolveu explorar a idéia (com intenções menos filantrópicas, of course), e chamou 5 meninas pra usar o mesmo vestido durante 1 mês no estilo que elas mais curtem - uma das quais é a amiga Manu Ebert, que tá ali <----- na coluna da esquerda no meio dos fãs do Clash!
Todo domingo elas vão mostrar suas habilidades de produção no Fantástico, e o
o público brasileiro vai votar pela mais IXTAILE no fim do mês. A ganhadora vai ganhar uma surpresa da Glória Kalil! WO-HOO! :P
É só por um mês, mas nem por isso o desafio é mais fácil: imagine se Mrs Kalil, a rainha do BOM GOSTO, não ia escolher um vestidenho BEGE (ou NUDE no vocabulário fashion) na altura do joelho? Bom mesmo é ver a cara BEGE que as participantes, quase todas adolescentes, fazem no vídeo ao ver o próprio TÉDIO embalado em uma caixa de presente.
Boa sorte meninas (FORÇA NO SALTO, COMO DIZ A KALIL!). AJA criatividade!
E VOTEM NA MANU TODO MUNDO!
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E isso agora é culpa da Louis Vuitton. Pois a tradicional maison francesa, quem diria, mostrando grande senso de humor desde que o atrevido Marc Jacobs tomou-lhe as rédeas (afinal, só ele pra PIXAR em cores neon as famosas bolsas com monogramas duas estações atrás), botou suas modelos desfilando de orelhas de coelho na passarela de outono/inverno 2009.
"Rá-rá, esse povo fashion é engraçado mesmo," pensamos com nossos botões, certos de que tal acessório é apenas um artifício de passarela e jamais vai sair de lá.
Daí Madonna resolve comparecer ao MET Costume Institute Ball (a.k.a. o evento de moda mais importante do ano) portando as tais orelhas.
"Putz, mas é a Madonna né. Ela pode usar tudo, mesmo que com esse outfit pareça uma cougar", continuamos nosso raciocínio sartorial, certos de que tal acessório jamais sairá de tais eventos.
Daí, uma certa chapelaria francesa, Maison Michel, produz dois singelos par de orelhas rendados, um de coelho e outro a la mickey mouse. E a tal das orelhas foram parar em tudo que é editorial e capa, pra não falar na cabeça de meio Hollywood e MTV (adivinha se Lady Gaga não iria ser uma das primeiras a adotar).
Foi o suficiente pras tais orelhas pipocarem em festas, blogs e ruas aleatórias.
Depois de lingerie a mostra, botas na altura da coxa e transparências em geral, o que isso significa? Que o mundo está finalmente pegando dicas de moda de strip-clubs e capas de revista masculinas? Hugh Hefner deve estar rindo a toa.
Esse blog obviamente prefere ter referências mais culturais do que coelhinhas da Playboy, e tirando a dica do filmes apocalípticos e nihilistas Donnie Darko e Gummo (e fazendo homenagem a Tim Burton e sua nova versão de Alice no País das Maravilhas), resolvemos experimentar um par de orelhas de pelúcia emprestados da minha amiga D. (sobra de uma festa de despedida de solteiro) e sair pelas ruas de Londres em plena hora do rush.

É claro, que sem o glamour das rendas francesas, nossas referências culturais foram pouco compreendidas - e após a foto, as orelhas voltaram para o limbo dos acessórios sem sentido, de onde dificilmente sairão tão cedo.
Será que uma da Mickey Mouse funcionaria?
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Perdoem-NOS a falta de posts regulares, queridos 9 fãs do blog, mas em tempos de fashion weeks e recessão, não nos resta alternativa a não ser trabalhar pra pagar as contas. Aquela história de "quero meu hype em roupa" sempre vira um tiro pela culatra - afinal, não dá pra sair gritando "FAÇA BOM APRUVEITO QUE O MEU É ZERO" quando a companhia de gás bater na porta berrando "JOGA O QUE É MEU PEDROOOO" - dá? Então.
Mas a tempestade passou, e estamos voltando com a nossa programação normal.
Browseando (palavra aportuguesada - todo expatriado que se preza tem as suas: parkear, cancelação, experenciar.... e por aí vai) as fotos dos desfiles recentes de Nova York, Londres e Milão, já percebemos imediatamente que depois de uma invasão dos anos 80 nas últimas estações, nada mais óbvio do que um interesse súbito e avassalador na década seguinte, os anos 90.
Se você, como eu, também pensa que os anos 90 foram tipo ONTEM, vai se acostumando por que já deu tempo suficiente pra começar os revivals no universo fashion - e não estamos falando de grunge, que já está dando o ar da graça nas ruas faz horas com camisas de flanela e jeans rasgados. Estamos falando dos anos 90 dos vídeos do George Michael, da Madonna de Blond Ambition, da época que modelo era mulherão e não esqueleto vivo (público masculino, vai preparando o ÔLA).
E dessa época, a lingerie visível - como havíamos falado a alguns posts atrás - vai definitivamente marcar presença no verão que vem (não o verão de vocês claro. País de terceiro mundo que se preza tem um hiato de 2 estações dentro do calendário fashion). Principalmente aquela peça tão famosa nos anos 90: o bustier. Marc fez, Alexander fez, Cavalli fez, B&B fez, Moschino, Louise 1 e Louise 2 fizeram - só que em vez de umbigo de fora, como era comum na década passada, no séculO XXI é praticamente um REQUERIMENTO botar a peça por cima de tudo.








As bloggers, claro, estão a frente do jogo faz alguns meses - o que faz pensar naquela velha pergunta do ovo e da galinha. Quem veio primeiro?





Como diz minha amiga Lê, "acho bem" - uma coisa rebelde, mas democrático. Vai *pegar*?
(imagens via style.com e chictopia.com)
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Sou só eu, ou parece que a modéstia feminina vai finalmente sair do armário?
Acho que desde a época da fase Blonde Ambition de Madonna não se via tanta lingerie a mostra. Menos teatrais e pontudas que as versões de Jean-Paul Gaultier pra cantora, tenho visto aqui e ali inúmeros corseletes, bodys, sutiãs, camisolas e nada mais, nada menos que cinta-ligas perambulando pelo mundo virtual e pelas ruas - e tirando um ou outro pervertido de plantão, quase ninguém pisca o olho em aversão.
Essa é provavelmente' a primeira vez que a cinta-liga deixa de ser território de strippers, góticos, noivas e mulheres com intenções óbvias (além de um item de praticidade pra quem usa meia 7/8 embaixo do vestido), e virando uma espécie de acessório como um cinto. Sempre relegada a situações mais, ahm, específicas, pelo apelo altamente sexual, isso é certamente umas das novidades sartoriais urbanas mais interessantes a surgir nos últimos tempo.
Esse blog, claro, é absolutamente fã da exposição dos suspenciórios de perna (é, não é?) e outros items cheios de renda e armações, puramente pelo fato de que ainda existe um tabu que associa lingerie aparente com inúmeros pré-conceitos machistas (pra não dizer convites a cantadas e piadas xulas) - e me parece inaceitável hoje em dia uma mulher limitar suas escolhas de trajes por medo de provocar aproximações inadequadas de estranhos. Como disse Madonna a mil anos-luz em 1985 quando criou a célebre combinação de corselete branco e saia rodada pro vídeo Like a Virgin, "não preste atenção nas roupas - na lingerie - que eu estou usando. A afirmação que eu estou fazendo é que é possível ser sexy e forte ao mesmo tempo."
Enquanto designers sempre dão um jeito de incorporar a underwear feminina em suas coleções (ninguém foi mais genial que o inglês Richard Nicoll com sua pallete nude da coleção AW09, fotos abaixo), marcas mais independentes como a australiana Black Milk aos poucos tem se antenado e já se vê leggings com fake ligas e corpetes estruturados a venda.
Mas como sempre, a blogolândia tem sido fantástica quando a idéia é misturar lingerie com outras peças do guarda-roupa, e o resultado, por mais sexy que seja, tem um lado rock'n'roll, cheio de atitude, que é a intenção por trás de uma escolha tão risqué. Por que, querendo ou não, tem que ter BOLAS pra ser tão feminina.
Sendo assim, resolvi fuçar na minha gaveta de, ahm, underwear, e fazer uma teste com as peças que NUNCA viram a cor do sol. A cinta-liga virou um suspensório de botas...
A camisola virou um top comprido semi-transparente, pra tirar a seriedade do blazer.
Outra idéia mais grunge pro corpete com ligas, com camisa de flanela do namorado...
E outra idéia pra camisola, com casaco militar e leggings.
E essa foi a minha combinação favorita, com body de renda mais corset de armação por cima de uma calça masculina e um bolero infantil
(fotos da queen michele, luxirare, foxyman, blackmilk)
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Adoro época de festival no Reino Unido. Além de ter música boa e cidra gelada, é a época mais certeira pra observar o povo que, não precisando se esconder debaixo dos casacões por que é verão (ou quase), aproveita pra experimentar mais nos modelitos.
Sábado passado foi o Field Day, no Victoria Park. É praticamente Brick Lane dentro de um parque - e pra quem não sabe, Brick Lane é a mecca fashion de Londres, a área com o maior poder catalisador de trends do mundo.
Como era num parque, foram poucos os que tiraram as galochas do armários, mesmo com a chuva xaropando o dia inteiro - e quem o fez, só quis saber das clássicas Hunters verde-musgo e preta, porque as estampadas são coisa do passado. E quem não foi de galochas, passou um perrengue bonito (eu, claro \o/). Mas tudo bem: a gente faz esforço e não tem medo de tempo ruim - se tivesse não saía de casa nunca.
Quem dera ter tido tempo (e paciência, com o pé d'água caindo) de tirar mais fotos - mas como eu fui também pra prestar atenção na música (mais tarde posto o link da resenha aqui no rraurl), fica aqui só um apanhado rápido do que passou na minha frente de mais interessante entre uma tenda e outra.
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Celebrando a estréia do filme Coco Avant Chanel fim de semana passado, tinha MUITAS meninas vestidas com listras Breton e cintura alta.
Jumpsuits, Jumpsuits, muitos jumpsuits. O macacão estampado apareceu em todos os formatos possíveis.
Cabelo laranja a la V. Westwood parece ser o último grito.
Considero isso o ÁPICE do chic-confortável-democrático:
Pele no verão. Magina o que ela não usa no inverno.
(Não tinha como o bendito tirar o dedo do nariz).
And this is what I wore:
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SIM, você está enxergando direito. Isso aí do lado é uma gola palhaço removível. Ou assim ela foi nomeada, a hora que ficou pronta. Esse é um dos primeiros projetos DIY (um hábito que a blogolândia fashion emprestou dos punks e nunca mais devolveu) que eu resolvi me engajar a uns meses atrás, e que vai virar mais regra do que excessão nesse blog.
E por que eu escolhi fazer uma coisa assim, tão... estrambólico?
Seguinte: a maior parte do meu tempo eu trabalho com roupas vintage, vendendo numa boutique virtual e pra clientes particulares, ou alugando/cedendo pra stylists. Mas sabe como é: por mais que a moda vai e volta e "faz releituras" de outras décadas, um vestido ou jaqueta de 20, 30 anos as vezes tem um shape que não se encaixa exatamente nos padrões de hoje, e, como a gente aqui te
m que pagar as contas, eu cato a tesoura e dou uma *atualizada* na peça em questão. De tanto eu fazer isso, acabou que eu comecei a acumular pilhas e pilhas de tecidos, todos com estampas e texturas fenomenais - e eu não podia ser louca de jogar fora.
Daí um dia folheando uma dessas Grazias da vida, me deparei com essa imagem. Póin! Que idéia brilhante! Uma gola removível que pode ser usada de MIL E UMA maneiras! E que deve consumir VÁRIAS sobras de tecido! Achei uma solução! \o/
Well, não saiu exatamente como o esperado por vários motivos, entre eles a falta de mobilidade dos tecidos usados (esse ai' do lado e' feito de chiffon, fininho, e o meu foi feito com vários tipos de polyester vagabundo) e a total incompetência da minha parte em termos técnicos (eu nunca estudei costura. Me deixa). Mas, overall, acho que dá pra brincar com os looks e jogar em cima de camisetas, vestidos, qualquer (arrãm) babado. Ou no mínimo, vai dar um ótimo cachecol quando bater o frio.
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.






























