The Clash
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Rapidinha: GORROS
04.02.12 19:26Deixe seu comentário

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E já que o tema é sportswear no post abaixo, não custa fazer uma rapidinha sobre o meu acessório favorito do momento - o gorro MANO. O esquema nas ruas de Dalston é usar assim mesmo, sobrando pano, bem hip-hop anos 90, "high-rise".

 

Aí Brasil: eu sei que nesse exato momento deve ta fazendo o MAIOR CALOR, mas quando bater aquela semana de frio ANUAL, já fica preparado. Quanto mais alto, melhor. 

 

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Categorias: Inspiration, Trends
 Thais Mendes (glittah)
Thais Mendes (glittah) (glittah @ gmail.com)
I love you honey, I think you're a terrific girl, but you have clothes like a f•ckin' d•ckhead.
Conclusões Tiradas do Guia de Estilo Inglês de Luella Bartley
22.01.11 20:572 comentários

Esse post (LONGO) vem cortesia de outro livro que eu li nessa virada do ano, e foi inspirador: Luella's Guide to English Style - um guia de estilo inglês compilado por uma das designers mais legais que apareceram, e infelizmente quebraram, na Inglaterra nos últimos tempos, Luella Bartley.

 

 

São vários os tópicos que deixaram minhas papilas gustativas fashion salivando (só no top 10 de maiores estilosas inglesas da moça tem PJ Harvey, Poly StYrene e Justine Frischmann do Elastica... \m/), mas um que ficou martelando na minha cabeça foi o capítulo sobre classes sociais.

 

Ah. O elemento existencial e metafórico (leia-se status) que difere, e ao mesmo tempo une, o Reino Unido ao Brasil.

 

Aqui na Britânia, fazer parte de uma determinada classe é algo que não depende de dinheiro, e raramente aquele que pertence a uma mudará pra outra. A teoria é que uma vez working class, always working class, não interessa o quão profundo seus bolsos se tornaram. O mesmo vale pra aristocracia, que pode ficar pobre de uma hora pra outra, mas terá o mesmo senso despreocupado de tradição e apatia.

 

Mas existem três fatores que conseguem derrubar as paredes sociais: criatividade, talento, e, AHAM, estilo. As escolhas do seu guarda-roupa são a maneira mais imediata de mostrar suas influências culturais, e por direta associação, seu faro criativo, aquele que eventualmente te desliga de qualquer conexão social, seja ela inferior ou superior. Exemplos diretos disso? Alexander McQueen (filho de taxista), Vivienne Westwood (professora primária), David Bowie (filho de proletários), Amy Winehouse (também filha de taxista), e por aí vai.

 

Já no Brasil, mobilidade social parece ser a última tendência: em tudo que é matéria sobre economia só se fala da classe E que virou D, que virou C, que até 2015 vai virar A++. O que obviamente é excelente pra um país com um histórico de crises financeiras.

 

Mas quando o assunto é imagem (ou estilo, moda, aparência), toda essa mobilidade acaba fazendo um desserviço as classes que podem se dar ao luxo de pensar no assunto. Conseguir avistar no horizonte a possibilidade de uma vida diferente daquela que se vive gera também a vontade de ser visto como alguém que pode pertencer, ou já pertence, àquela classe almejada. Ao invés de se criar a própria persona com o intuito de fugir da condição  que se vive, prefere-se seguir o padrão e tentar se encaixar no molde. A consequência? Insegurança permanente e um complexo de inferioridade embutido que acabam se refletindo em todos os aspectos, inclusive no estilo.

 

A classe média brasileira, em especial, tem o hábito irritante de fazer um esforço absurdo pra parecer aquilo que não é por medo do julgamento alheio. Além de tentar eternamente parecer que é financeiramente mais confortável do que realmente é (cabelo liso e escovado! unhas perfeitas! cirurgia plástica! o jeans que custa mais de mil reais! tudo isso em 197453729 parcelas de R$2.99), os "medianos" estão sempre buscando *inspiração* no que vem de fora pra validar as próprias escolhas, como se ser fiel ás próprias raízes fosse motivo de vergonha. O resultado disso tudo é um enorme carrossel de mediocridade, rodando num eterno loop de deja-vus, disfarçado de estilo. Toda compra - do tênis Nike ao Iphone - vem com uma placa de aviso imaginária com os dizeres "Eu sou MELHOR que você." E nunca é verdade, já que todas essas escolhas similares acabam por criar uma enorme massa homogênia de consumistas entediantes e entediados.

 

Assim no Brasil uma pessoa com estilo de verdade, com criatividade e caráter pra se vestir da maneira que melhor interpreta seus interesses e estado de espírito, vira uma em um milhão.

 

 

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todo bairro classe média brasileiro tem um grupinho de "estilosas" como esse.

 

 

 

 

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um encontro de "blogueiras" fashion brasileiras

 

 

A classe média britânica também sofre do mesmo problema de insegurança que a brasileira hoje em dia, e por isso vemos por aqui também muito mais mediocridade do que originalidade, em termos de moda. Consume-se demais, do mesmo, e cria-se de menos. Nessa era de internet e informação ampla, de redes sociais e bordas entre países praticamente invisíveis, todo mundo está mais preocupado em ser aceito pelo establishment (ganhar aquele "LIKE" no facebook é essencial), do que ficar alienado por ser verdadeiramente original. O mais interessante é que exatamente o fato de se ser alienado, rejeitado, mal-visto, ignorado, são fatores que mais contribuem pra gerar talentos e ícones, já que tornando-se diferente é a maneira mais rápida de se fugir do julgamento social.

 

E essa é a diferença entre uma nação e outra: ser diferente e original é algo a ser celebrado na Inglaterra. No Brasil, é motivo pra ser ridicularizado.

 

Luella resume bem em uma frase aquilo que falta a todos nós medianos: ter classe - ou ser cool - está diretamente ligado com a falta de preocupação e esforço que se faz por obtê-los. Como ela diz na página 301, "Individualidade é o que importa no fim das contas. Caráter (no sentido de personalidade) sempre supera classe social. Na Inglaterra, pode-se conseguir qualquer coisa desde que se tenha um personalidade, um personagem extremamente único, e facilmente identificável, quaisquer que sejam as raízes sociais. Ser lúdico, irreverente, notável, são mantras úteis."  

 

 

TO BE CONTINUED... (no próximo post, a diferença GRITANTE entre os símbolos de status sociais entre o Brasil e a Inglaterra).

 

 Thais Mendes (glittah)
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As Dicas de Moda de John Waters
09.01.11 14:002 comentários

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Confesso: essa virada de ano foi meio broxante em termos de moda. Todo mundo sabe/viu/falou sobre/tem uma opinião a respeito da última colaboração entre estilista so-and-so e marca yadda-yadda, ou a nomeação da editora whatsherface pra edição da super revista francesa "Shmogue" (um dia desses boto aqui uma print-screen da minha timeline no twitter. DULL.)

 

Anda difícil manter o tesão - e desculpe o uso excessivo de terminologias sexuais - mas conversas, matérias, e blog posts intermináveis sobre new faces do momento, a volta da pantalona, e qual tom de bege é o ideal (caramelo? cappucino? camelo?) têm aniquilado a minha vontade de viver. CADÊ aquela conexão com a música, com a cultura jovem, com hormônios adolescentes, e com movimentos e tribos, onde roupas são mais do que tendências, são a tradução mais imediata da identidade de alguém? 

 

Eu devia estar procurando nos lugares errados, porque enfim descobri que não há nada mais animador do que ouvir dicas de moda de alguém que não está envolvido no meio. Assim, nesse Natal, me dei de presente o último livro do diretor de cinema John Waters, Role Models, inteiro sobre as pessoas que serviram como exemplo de inspiração em sua vida.

 

E quem diria, lá no meio tinha todo um capítulo dedicado a Rei Kawakubo, aka Commes des Garçons, aka a japonesa mais influente e inteligente a pisar no fantástico mundo frívolo da moda. Entre elogios a genialidade de Rei e númeras anedotas sobre a causação que foi ter usado um de seus terno CDG esfarrapado (de propósito) naquele bar cheio de Hells Angels, Waters também listou uma série de dicas pra quem quer parar de seguir moda e sim, inventá-la. 

 

 

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Então, fiz uma seleção dos melhores trechos que eu gostaria de ter lido aos 12 anos. São idéias simples, quase bobas, mas que nesses tempos de seriedade fashion, servem como boas fontes de inspiração em 2011. Enjoy:

 

1. Eu faço compras ao contrário. Se eu tiver dinheiro pra comprar uma roupa nova, alguma coisa tem que estar errada com ela. De propósito.

 

2. Você também pode ter uma assinatura icônica. Não tem nada a ver com dinheiro e sim com o look!

 

3. Você não precisa de estilistas quando você é novo. Tenha fé no seu próprio mal-gosto.

 

4. Compre as roupas mais baratas na sua loja de caridade local - aquelas roupas que acabaram de ficar fora de moda, inclusive pras pessoas que são um pouco mais velhas que você.

 

5. (MINHA FAVORITA) Incomode os seus colegas e seus amigos, não os seus pais - essa é a chave da verdadeira liderança fashion. 

 

6. Roupas que não servem são sempre mais estilosas. Mas seja mais creativo que isso - vista-as ao contrário, de trás pra frente, de dentro pra fora. 

 

7. Jogue água sanitária na máquina quando estiver lavando roupas coloridas. 

 

8. Siga exatamente o oposto das instruções de lavagem na etiqueta das roupas que custaram mais caro na loja de caridade.

 

9. Não use jóias. Cole Band-Aids no pulso ou faça um colar com eles. 

 

10. Use fita adesiva nos lados do rosto como uma tentativa de face-lift.

 

11. Use um pé de sapato diferente do outro.

 

12. Vá as lojas de caridade logo depois do Halloween, quando as fantasias de criança estão em liquidação, compre um e use-o como seu uniforme do desafio.

 

 

 

Categoria: Inspiration
 Thais Mendes (glittah)
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Doctor Martens é um senhor de 50 anos...
02.11.10 13:005 comentários

unionjackDMPeeps do Brazeew! Depois de uma longa absência da minha parte, senti saudades de vocês, e resolvi voltar. Por quanto tempo, WHO KNOWS, mas e daí, né? O importante é aproveitar o momento. Carpe Diem.

 

Então, pra coisa ficar mais fácil pra você e pra mim, os posts de agora em diante vão ser mais rápidos, curtos e - por que não? - grossos. Afinal, quem que tem tempo pra ler blog hoje em dia? Eu que não.

 

Então, pra inaugurar a volta, eu não podia deixar passar um aniversário em branco: os 50 anos da Doctor Martens, uma instituição fashion britânica e as botinas favoritas de qualquer pessoa com um mínimo de gosto decente por moda e música (preferencialmente os dois juntos).

 

Pra comemorar, a DM está soltando na rede desde abril 10 hinos cult britânicos regravados por 10 artistas contemporâneos - e cada um ganhou um videoclip original dirigido por nomes de peso do mundo, ahm, videoclípitico. 

. Veja em http://50.drmartens.com/

 

Escolhi os meus 4 favoritos, logo abaixo - mas ANTES, eu não podia deixar de postar as fotos da campanha de 2007 que causou a maior controvérsia. Um gênio da publicidade conseguiu ressuscitar, através dos poderes mágicos do photoshop, alguns dos maiores ídolos do rock - e botou os dito-cujos devidamente vestidos de Doc Martens no CÉU.

 

Gênio, não? Not.

 

 

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Então é isso. Assistam:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

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Carapuça Rock'n'Roll
01.06.10 18:102 comentários

 

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Salve, companheiros do rraurl! A titia aqui some, mas sempre dá um jeito de ressurgir das cinzas, hein? E desta vez, comecei esse post direto de terras verde-amarelas, ainda que no final de outra curta estadia – vim a trabalho, e já estou na gringa outra vez, ansiosa pela temporada de festivais que começa agora em junho. Afinal, quer desculpa melhor pra mandar ver no modelón do que ver bandas debaixo de chuva, vento, lama e cerveja quente? Ah, as delícias do verão britânico....

 

Mas enquanto eu não chego lá, as coisas andam pegando fogo no Braseew! Semana passada teve Casa dos Criadores, cabou de acabar o Fashion Rio, esquentam os tamborins da SPFW... que aliás, não foi, tipo, ONTEM em janeiro? Coitado dos estilistas que tem que aprontar coleções nesse prazo bondoso (o que explica certos resultados, néam?) Mas nem vou falar sobre desfiles porque tem blogs e sites suficientes fazendo isso a exaustão (apesar de que nem todo mundo fala a VERDADE – como bem apontou o estilista curitibano Jefferson Kulig , e nós dizemos AMÉN.)

 

O que eu queria falar MESMO é que existe esperança no Brasil - gente talentosa, espirituosa e com atitude rock’n’roll.

 

Felipe Caprestano é um desses seres iluminados (HALLELUYA). Daqueles que cria, com as próprias mãos, outfits absurdos em casa horas antes de tocar em uma festa no interior de Santa Catarina, simplesmente porque NÃO EXISTE a mais remota possibilidade de diversão sair de jeans e camiseta. Daqueles que busca um saco de roupas doadas em uma loja de caridade em Londres, reforma tudo e devolve, pra sorte de algum felizardo fashion. Daqueles que rema contra a maré só pelo prazer de chacoalhar o establishment.

 

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Depois de uma recente temporada em Londres, Felipe voltou - claramente insatisfeito com a falta de criatividade nacional – e resolveu aplicar seus dotes ao projeto Face Couture. A idéia é criar uma coleção de máscaras inspirada em roupas e documentar todo o processo criativo através do blog, das referencias ao sample final – e ele ainda transmite ao vivo por vídeo-streaming toda a action, incluindo os editoriais pós-criação. Até agora, o resultado é no mínimo mind-blowing  – questão de tempo até Karen O encomendar as suas.

 

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Em entrevistinha rápida, Felipe fala com exclusividade sobre desordem, desapego e desconstrução.

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Primeiro, conta um pouco sobre sua história. Como e quando você começou a criar / costurar?

Minha família tem uma confecção, então desde sempre eu estive inserido nesse ambiente. Aos 18 anos comecei minha própria marca, a Dizhum, com a qual trabalhei por cinco anos e acabou me abrindo diversas portas, me levando a trabalhar com outras marcas e estilistas. Recentemente trabalhei com a Romeo Pires, que desfila na London Fashion Week. 


Como surgiu a ideia do projeto? quantas máscaras serão feitas?

Fazia muito tempo que tinha vontade de fazer uma coleção de máscaras, desde que peguei algumas camisetas há uns três anos atrás e construí duas máscaras com elas. No início desse ano voltando de uma temporada em Londres achei que seria o momento certo de começar. Queria as máscaras e queria falar de roupas/exercitar ao mesmo tempo, então foi uma maneira que encontrei de unir as duas coisas. O blog documentando o desenvolvimento da coleção foi uma consequência. Sabe quando você está trabalhando sozinho e fica falando consigo mesmo só pra se escutar e tudo fazer mais sentido? O blog é uma versão pública e de longo alcance disso. No início não sabia qual o tamanho da coleção, mas agora estou pensando entre 20 e 30 máscaras.

 

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Você comenta em um post que fica nervoso em relação a dividir informações e referências (eu tb sinto isso). Como tem sido a experiência até agora?

Fico muito. É um exercício de desapego conceitual todos os dias! Mas tem sido ótimo porque com isso estou conseguindo, de certa forma, prolongar a vida útil dessas idéias. Hoje você passa meses trabalhando em um projeto e quando apresenta pro mundo as pessoas não perdem mais que cinco minutos olhando e já partem pro próximo. Abrindo o meu processo criativo eu estou começando a receber uma reação em troca desde já.

 

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Suas inspirações são bastante rock'n'roll. Música influencia muito o seu trabalho?

Demais. Acho que todo trabalho visual é influenciado, em mais ou menos intensidade, pelo que você esta ouvindo enquanto cria. Nem que seja pelo silêncio.


Você fez um editorial e transmitiu ao vivo pela internet. Quais as próximas cartadas? Vai rolar outro?

Certamente irei fazer outros. Esse primeiro foi ótimo, mas não sabia muito o que esperar. Quero explorar mais esse recurso!

 

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Tem a intenção de criar um projeto similar com outros tipos de peças?

Tenho sim. Pretendo levar esse conceito work in progress a diversos trabalhos que eu fizer daqui pra frente, em escalas diferentes é claro.

 

Qual sua máscara favorita até agora?

The Clowny Mask! Consegui ali uma boa síntese entre máscara e roupas e comecei a ver muito mais possibilidades. E também devido a minha queda por palhaços.

 

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Vai ser possível comprar suas máscaras at some point? ou vc tem a intenção de criar pra comercializar?

Não pretendo comercializar não. É um projeto totalmente conceitual e todas as peças são únicas. Até porque não acho que máscaras serão o hit da próxima estação (rs). Mas se houver interesse em compra, será possível sim.

 

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E eu sei que vc tb e' DJ, então, faz um playlist pra gente do que vc anda escutando pra inspirar essa coleção!

Depois da overdose de Joy Division que eu tive, preparando a produção do último editorial "Disorder", tenho ouvido direto o "Daydream Nation" do Sonic Youth. Para costurar adoro Ssion, Chicks on Speed e Klaus Nomi. 

 

 

 

vai lá: http://facecoutureproject.blogspot.com

 Thais Mendes (glittah)
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A Falta Que McQueen Faz
17.02.10 16:301 comentário

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Em uma de suas últimas entrevistas, pra super revista de moda LOVE de fevereiro 2010, Alexander McQueen disse que "quando eu morrer, espero que esse marca continue. Em uma nave espacial. Voando pra cima e pra baixo acima da Terra.” Ninguém imaginava que tal incidente aconteceria tão cedo, dias depois da publicação da revista. Pra alguém vivendo o topo de uma trajetória tão monumental, foi mais do que um choque – foi uma perda irreparável pro mundo da moda.

 

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Os shows de Lee McQueen (Lee era seu nome verdadeiro - Alexander foi ‘inventado’ por sua descobridora, melhor amiga e também tragicamente falecida Isabella Blow, por ter um ar mais aristocrático) era daqueles que qualquer estudante de moda daria um braço pra assistir ao vivo. Mais do que um desfile de roupas, McQueen armava espetáculos mágicos onde as peças eram apenas o canal por onde sua arte se manifestava.

 

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Mas o maior apelo de Lee era que ele tinha conseguido uma façanha rara nesse meio: atingir sucesso comercial e artístico (hell, não há no Reino Unido quem não conheça seu nome, seja ele interessado em moda ou não) sem jamais perder o espírito de anarquismo e rebeldia que chamou a atenção da mídia no começo de sua carreira (com as famosas Bumsters Trousers que mostravam o “cofrinho” de tão baixas). Filho de um taxista que foi parar no universo nobre das maisons parisienses, ele era o Hooligan da moda internacional, um garoto safado produzindo alta-costura – o resumo do espírito Britânico, tradicional e revolucionário, de fazer as coisas.

 

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São vários os momentos que entraram pra história da moda contemporânea: suas passarelas já pegaram fogo, tempestades de chuva e neve, já se transformaram num manicômio em forma de uma caixa espelhada cheia de mariposas, já tiveram robôs borrifando tintas em seus vestido e modelos dançando coreografias ao mesmo tempo engraçadas, atrevidas e muito sexy. Cada coleção carregava uma energia que era típica McQueen, emoção em estado puro apresentadas em cortes e estampas extraordinárias – resultado de anos de técnica apuradíssimas com os alfaiates londrinos de Saville Row.

 

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 Agora, só nos resta olhar pra trás e manter o espírito vivo. McQueen vai fazer muita falta porque, nesse meio cruel da moda, são raros aqueles que conseguem unir talento, rebeldia e visão artística de uma maneira tão homogênea e completa como ele fazia.

 

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Abaixo vai alguns dos melhores momentos do gênio – mais o tributo que Lady Gaga, a mais recente musa não oficial de McQueen, fez ontem no Brit Awards.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alexander McQueen: 1969 -2010
11.02.10 13:473 comentários

 

 

Esse blog está oficialmente de luto.

 

Um dos maiores gênios da moda britânica foi encontrado morto as 10 da manhã aqui em Londres, em seu apartamento, aparentemente enforcado.

 

Alexander McQueen, aos 40 anos, estava no topo de sua carreira e deixou pra trás um enorme legado fashion. Foram inúmeros os momentos de criatividade extraordinária e maestria fashion deixados ao caminho de uma trajetória brilhante e inspiradora.

 

Uma perda insubstituível. Faremos uma restrospectiva do gênio em breve - por enquanto, deixo o holograma de Kate Moss, desaparecendo como um fantasma no show de outono/inverno 2006, falar por si mesmo. 

 

R.I.P, Lee. 

 

 

 

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Com Que Roupa...Eu vou
10.02.10 20:16Deixe seu comentário

Ai ai ai. Faz tempo que eu não dou as caras por aqui, huh?

 

E um mês no calendário fashion é algo como, let's see, 1 ano-luz no calendário mortal. Foi o Natal, o Ano-novo, Janeiro inteiro e com eles o Rio Fashion, São Paulo Fashion Week, as coleções Resort ou pré-Outono, a Alta-Costura na França e as coleções masculinas em Milão. AJA CAPACIDADE MENTAL pra tanta informação sartorial hein? E mal vai dar pra respirar, porque esse fim de semana já começa a New York Fashion Week, dando a largada a um mês interminável de desfiles em Londres, Paris e Milão... phew!

 

Mas obviamente no Brasil ninguém vai estar nem aí pra roupas (até porque ouvi falar que tá fazendo um calor EGÍPCIO por aí), porque é nesse finde também que se dá início ao abuso-hedonístico-sequencial-sem-culpa (merece itálico, negrito e sublinhado) ou aquela atividade mais tradicionalmente conhecida como Carnaval. E você já pensou... com que roupa você vai?

 

"WHO CARES?", você me responde, calculando que altas tempreraturas + uma semana de festa = pele á mostra². Mas eu retruco "calma lá meu querido", porque, believe it or not, moda tá TÃO na moda esses tempos que até virou tema de samba-enredo.

 

Como ninguém pensou nisso antes vai além das minhas próprias sinapses, mas esse ano a escola de samba Porto da Pedra pensou tanto com que roupa ir que resolveu dedicar um desfile inteiro a história fashion - com direito a figurinos bafíssimos criados por ninguém menos que os todo-poderosos da moda brazuca Alexandre Herchcovitch, Lino Villaventura, e Oskar Metsavath aka Mr Osklen. As fotos já saíram num editorial fantástico da revista Mag! mês passado, e o styling é tão bom que se ninguém tivesse me explicado que tais criações são fantasias de carnaval, eu aceitaria sem pestanejar que elas saíram do projeto final de algum formando da Central Saint Martins (e estariam em breve a caminho do guarda-roupa de Lady Gaga...ou Bat For Lashes, if you know what I mean).

 

 

 

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F-A-N-T-A-BO-L-O-U-S, não? Mais ainda é a sinopse publicada no site da escola, onde se lê a seguinte pérola:

 

"Quando falamos em moda na pré-história a primeira imagem que nos vem à mente são os Flintstones, que nos leva a fantasiar que naquela época tudo era “fashion”, divertido."

 

Ah, brilhante.

 

Se você, ó querido fashion fan, estiver como eu bodeado em casa (ou de ressaca) na segunda que vem as 10 da noite e não se deixar afetar pelo fato de que Max Fivelinha estará representando um Luís XIV versão drag no carro BARROCO (decorado com páginas de EDITORIAIS - how genius is THAT), então esse desfile vai ser um ótimo entretenimento. E um break do excesso de silicone que certamente vai dominar a sua televisão nos dias que seguem.

 

Divirtam-se por mim.

 

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