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Entrevista com Maurício Lopes!
15.02.11 16:105 comentários

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Maurício Lopes começou tocando no circuito underground, foi um dos pioneiros da atual cena eletrônica e um dos principais responsáveis pela afirmação do techno no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira em 1992, no clube Kitschnet, um dos primeiros a apostar no techno, quando o gênero ainda era desconhecido. Em 1995, ao tocar como convidado do DJ Felipe Venâncio, residente então das sextas-feiras da Dr. Smith, Maurício começou a conquistar seu público, sendo chamado para comandar a recém-inaugurada pista de techno da X-Demente, festa antes dedicada apenas a house music. O DJ se apresentou nas primeiras festas do Mercado Mundo Mix no Rio de Janeiro e em Curitiba e nas principais noites de techno, como o After (Rio de Janeiro) e Hell's Club (São Paulo).

 

Foi residente da festa OOPS!! durante mais de dez anos! Nessa festa, o "melhor-dj-do-Rio" desenvolveu habilidade para comandar sozinho a pista da festa, que durava até oito horas por edição e permitia que Maurício construísse uma forte identidade musical, longe do fundamentalismo de qualquer segmento específico dentro da música eletrônica.

 

Hoje em dia, Mauricio é considerado um dos melhores DJs do Brasil e um ícone da música eletrônica underground.

 

Ouça alguns DJ sets do "monstro"!

 

Latest tracks by maulopes

 

- Você foi iluminador na lendária boate Dr. Smith. Quando foi o momento em que percebeu que seu lugar era na cabine de DJ?

 

Eu sempre gostei de mexer na iluminação, ficar sincronizando a luz com o som, etc. Até hoje, sempre que eu posso (principalmente durante os long sets), gosto de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Mas esse momento da descoberta do meu lugar na cabine foi bem anterior ao Dr. Smith, na verdade. Aconteceu ainda no Cubatão quando o Zé Roberto (Mahr) deixou eu tocar uma ou duas músicas durante uma festa do Novas Tendências. Não lembro de quem veio a ideia e como aconteceu, mas lembro bem que foi a primeira vez que rolou o “pacote completo” de escolher uma música, colocar numa MKII (inesquecível) e tocar para uma pista de dança num clube de verdade. Eu nem sabia mixar ainda e foi só uma brincadeira, mas a emoção básica era aquela, foi única, e é a mesma que eu sinto até hoje quando toco e posso fazer o que eu mais gosto, que é dividir o meu amor pela música com outras pessoas.


- Você é um DJ acima de suspeitas considerado por muitos como um dos melhoes domau_lopes Brasil, mas recentemente embarcou na produção de eventos com a festa Trust. Como tem encarado essa nova função?

 

Eu tenho gostado muito de fazer a Trust. A produção como um todo é muita novidade pra mim e posso dizer que é um desafio, principalmente numa cidade “difícil” como o Rio. Foi só fazendo a Trust que eu percebi de verdade como dá trabalho produzir um evento, por menor e mais despretensioso que ele seja. Mas tenho aprendido bastante é muito bom poder trabalhar com amigos que tem interesses e experiências diferentes e poder fazer uma coisa que há muito tempo a gente tinha vontade mas não tinha rolado ainda. A ideia da “festinha entre amigos” continua, mas ao mesmo tempo deu pra sentir que podemos ir mais longe e isso tem acontecido bem como a gente quer: sem pressa e sem atropelamento, testando formatos e locações diferentes, buscando novas parcerias, apostando na variedade entre os DJs convidados, etc. Além do fato de que tocar na sua própria festa tem um sabor especial e o prazer vem em dobro, como dj e produtor.

 


- Como foi a primeira Fosfolopes? Qual a proposta da festa?

 

A primeira edição foi muito legal e pela gritaria e animação deu pra sentir que a festa chegou “chegando” Hehehe. Há muito tempo atrás o Fosfobox fez uma Fosfolopes, em que tocamos eu e o Renato Lopes, e desde aquela época uma segunda edição vinha sendo planejada mas acabou não rolando. Com a reforma do clube e a mudança na programação eles resolveram resgatar essa ideia e me convidaram para ser o dj residente nesse formato mensal e mais flexível, com a possibilidade de ser diferente a cada edição, tendo vários djs convidados (como vai ser a próxima dia 18), apenas um fazendos sets maiores (como foi a primeira com o Renato) e quem sabe até alguma edição com um long set meu, o que não rola há quase um ano, desde o fim da Oops!!

 


- Anos atrás você tinha um projeto com o DJ Schild, chamado Iron Nipples. Por que o projeto não foi a frente? Você ainda pensa em produzir?


Pois é, justamente quando estávamos engrenando e aprimorando a parceria ficamos sem um espaço em que a gente pudesse se encontrar pra trabalhar e fazer o nosso barulho juntos. Depois disso a retomada foi ficando cada vez mais difícil, os encontros cada vez mais esporádicos e aos poucos foi esfriando a vontade de insistir com o projeto. Mas eu ainda penso em produzir sim. A qualquer momento vou abrir a “caixa de Pandora” e deixar as idéias saírem. Hehehe

 

Veja alguns vídeos do DJ em atuação!

 

 

 

 

 

Créditos:

 

Patricia Lobo - Fotos

Eduardo Llerena - Videos

Categoria: Entrevistas
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
DJ vs DJ: Johnny
18.08.10 13:476 comentários

João Carlos da Cruz, mais conhecido como Johnny, é o convidado da vez. Um dos artistas da nova geração paulista em maior destaque, Johnny leva muito a sério o que faz. 

 

Na entrevista abaixo, ele responde as perguntas durante sua tour na Europa e fala sobre a label VoyageINC, nujazz e modismos rodeando a disco e house music.

 

johnny

 

Fale um pouco sobre sua formação musical? Como foi ter estudado no conservatório Villa Lobos?

 

Eu comecei a estudar no Villa Lobos quando tinha cerca de 11 ou 12 anos. Lá foi bacana porque me deu uma base musical boa, mas na época eu não fazia nada relacionado a música eletronica, apenas tocava guitarra em bandas de rock. A paixão pela e-music foi algo que surgiu uns 3 anos depois. Lá era um curso bem forte, toda semana tinha aula de teoria musical, percepção, rítmica e a prática, na qual você escolhia um instrumento para aprender.

 

Você é um dos novos entusiastas do NuJazz. Como conheceu o estilo?

Tem algum produtor brasileiro que venha fazendo um bom trabalho nessa vertente?

 

Apesar de não tocar muito NuJazz hoje em dia, com exceção dos chill outs em festas e festivais, ele foi a minha porta de entrada na música eletronica. No colegial, o Felippe (que mais tarde seria o primeiro a entrar na crew da Voyage) me mostrou uma fita com algumas músicas do Saint Germain e logo de cara me apaixonei pelo estilo e comecei a pesquisar mais sobre a e-music. Quanto a produtores brasileiros de NuJazz, o que vejo são alguns artistas bastante influenciados pela linha como Trotter, Koala (projeto novo do Felippe em parceria com o guitarrista André Arnoni). O Gil Duarte com o Sistema Asimov também tem feito um trabalho que dá pra sentir uma influência, entre outros. Mas sinceramente, já estou bem desatualizado do que tem rolado disso no Brasil, ultimamente tenho focado minha pesquisa totalmente para o Deep/Tech House e muito Nudisco também. Mantenho o set de Nujazz atualizado, mas a maioria das tracks são lançamentos de artistas que já conheço.

 

Night Drive by Johnny Voyage 

 

E a Voyage, conta um pouco da história desse projeto?

 

A Voyage nasceu em 2007 quando eu e o Gustavo Miranda nos conhecemos na faculdade e resolvemos montar o projeto. Começamos em algumas casas menores na cidade, e em julho de 2008 fizemos a primeira noite na Livraria da Esquina. Desde a primeira edição lá foi um tremendo sucesso, pois a festa trazia uma proposta totalmente nova para São Paulo. Decidimos incluir em uma noite, tudo que mais gostamos da música eletrônica, de forma organizada e crescente ao longo da noite. Ou seja, quem chegava cedo com o lugar ainda meio vazio, podia ouvir muito Nujazz e outros ritmos mais suaves para tomar um primeiro drink enquanto a pista começava a encher. Em seguida a noite começava a ferver com muito Funk/Disco e House, até de manhã cedo.

 

Com o passar do tempo, fomos descobrindo outros Djs e produtores com muito potencial, mas pouco conhecidos na cena e começamos a traze-los para a crew da Voyage. E foram tantos, incluindo artistas internacionais, que decidimos começar a nossa agência de artistas, deixando uma opcão para clubs e organizadores de festas levarem cada parte separadamente do que rolava na festa (não só os djs, mas as exposições, vjs, performances, etc) ou tudo junto. Pode-se conferir o cast no site da VoyageINC (www.voyageinc.com.br). Em menos de 1 ano que começamos a agência, muitos clubs de ponta como Hot Hot e Vegas já contam com festas da VoyageINC, além de outros representantes terem se interessado pela idéia e formato de festa da Voyage em outras cidades e estados, o que nos levou a expandir a festa para esses novos lugares como o interior de São Paulo (em Nova Odessa), Maringá-PR, e agora o Rio de Janeiro também terá a Voyage bimestralmente no Fosfobox - a estréia é dia 24 de setembro.

 

Pelas festas já passaram grandes nomes internacionais, que trouxemos pela agência como o Neighbour, Manuel Sahagun, Bjorn Wilke, Jazzy Eyewear entre outros. E foi aproveitando a passagem do Sahagun no último mês de junho que aproveitamos para lançar também a gravadora VoyageINC Records. Esse trabalho ainda é novo, mas estamos desenvolvendo cada vez mais, nos próximos dias já teremos lançado o segundo EP.

 

Deep2tech by Johnny Voyage 

 

Como anda a tour na Europa? Por quais paises já passou, por quais ainda vai passar e as suas impressões da viagem até o momento?

 

Na verdade ela mal começou, mas já posso dizer que está maravilhoso. Na sexta passada tive minha primeira apresentação fora do Brasil em Stuttgart na Alemanha e foi sensacional, eu mesmo não esperava por tanto já que ninguém me conhecia por aqui. No dia seguinte mal deu tempo de descansar e tive que ir para Munich me apresentar em outro club lá e foi bem bacana também. Agora estou em Berlim aproveitando pra comprar muitos discos e no sábado (21) toco em Londres. Em seguida toco na noite de aniversário do Cafe del Mar dia 25 na Espanha e em Marbella (também na Espanha) dia 28. Depois ainda tenho 2 apresentações em Portugal, uma em Leiria e a última em Lisboa no dia 11 de setembro para em seguida retornar ao Brasil e já começar a cuidar da Voyage 3 anos que acontece em outubro, além da primeira edição no Rio que também estou muito animado.

 

 

Pra finalizar manda um recado pros leitores da coluna.

 

Acho que o melhor recado é para as pessoas sempre estarem abertas a música eletrônica, seja qual for o estilo. Cada vez mais percebo que as melhores músicas são aquelas que pode-se encaixar em um Dj set de várias formas, sem rótulos.

Sinto que no Brasil rola uma certa hipocrisia por parte não só de uma parcela do público, mas de muitos artistas também. Pessoas que há 2 anos atrás diziam que a Disco e a House eram algo totalmente brega, hoje em dia se esbaldam com essas linhas de som pois está cada vez mais forte e criando um certo modismo também, que em pouco tempo vai estar muito maior, não só devido a iniciativa da Voyage, mas de outros núcleos espalhados pelo país. E eu realmente espero que isso ocorra de uma forma positiva, e não totalmente banalizada como aconteceu com outras 'tribos' da música eletrônica e que, de certa forma, acabou destruindo todo um ideal que grandes artistas se esforçaram para construir.

 

Então o recado é esse, saiba ter senso crítico, abra a cabeça para o que te agrada (sem ir no embalo dos modismos) e tente sempre ir na raiz daquilo do que você está ouvindo para saber o real o significado de determinada música, independente do estilo.

Categoria: DJ versus DJ
Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
DJ vs DJ
22.07.10 18:012 comentários

l_2367712ca2224f8ca11a6ee3300d80f3Vamos começar pelo inicio. Como conheceu a música eletrônica, especificamente o techno?

 

Conheci em meados dos anos 90. Comecei frequentando festas e pesquisando, logo em seguida já estava discotecando. Eu tocava House, Drum N' Bass e Techno.

 

Como vê a cena de techno hoje em dia ?

 

Vejo as coisas se acertando num bom nível por aqui. Depois de um momento conturbado na cena, que tivemos em relação as raves e drogas. Penso que agora tudo vem se normalizando novamente. Já na gringa sempre caminhou bem. Penso que com mais organização as coisas irão bem por aqui também.

 

Vi que em 2006 você fez uma tour com o rapper Xis, intitulada: "Introduzindo o groove na cidade". Como era o formato das apresentações e como foi a experiência de misturar techno e rap ao mesmo tempo?

 

O formato era bem simples: dois toca discos, um mixer, um microfone e as vezes Kaos Pad, como se fosse uma apresentacao de Rap. A experiência foi legal. Criava uma sensação diferente nas pessoas ver dois artistas de gêneros diferentes fazendo aquilo. Sempre tivemos vontade de ter feito isso, o feedback foi o melhor possível .

 

E hoje em dia, qual o formato de suas apresentaçoes ao vivo?

 

l_c4221cd0f31b4db98d506cabb2beb37cEu aderi o formato digital, hoje uso o Traktor Scratch ou Serato e as vezes CD também.

 

Você já tocou no Rio de Janeiro antes?  Qual sua expectativa para tocar no Dama de Ferro, um dos clubes de música eletrônica mais tradicionais do Rio?

 

Sim, toquei algumas vezes no rio. Adoro a cidade e os amigos que fiz ai. Já no Dama de Ferro nunca toquei, mas sempre ouvi boas coisas do club. Sempre tive vontade de tocar!  Estou ansioso. Espero rever os amigos para que a noite seja maravilhosa!


Snoop toca sábado na Do Hauze, no Dama de Ferro.

Categoria: DJ versus DJ
Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
DJ vs DJ - Rafael RM2
28.06.10 20:085 comentários

rm2_2

Rafael RM2 completou 15 anos de profissão em 2010. Um feito e tanto num mercado em que muitos desistem no meio do caminho ou levam a coisa apenas como um hobby.

 

Na entrevista abaixo, RM2 nos conta um pouco de sua história. Do Garage House, passando pelo "Jamantismo", até os dias de hoje com o Indie Dance.

 

- Você se lembra a primeira vez que escutou música eletrônica?

 

No movimento New Wave, em meio a década de 80. Lembro da banda Sigue Sigue Sputnik, “Love Missile”, e um remix enorme de “Walk Like an Egyptian”, do grupo Bangles. Também o álbum ‘Substance’, do New Order. Essas músicas naquele tempo não eram classificadas como “eletrônico” e eram tocadas em hi-fi’s (festas de playground), meio a explosão do rock nacional que acontecia por aqui. Não tinha idade suficiente para ir a clubes noturnos dançar.

 

- E a primeira gig?

 

Costumei dizer que comecei a tocar em 95’, no 1º after-hours do Rio, na Underbang, com DJ Ricardo NS. Ficava em Botafogo, mais próximo ao Humaitá, no antigo consulado da China. Mas na verdade fiz equipe de som e comprava discos por volta de 89, com 13 anos e fazia as festas do condomínio onde morava com um soundsystem 3x1, um mixer Tarkus Ap-2, mais uma pick-up D-20, da Gradiente, e uma caixa amplificada. E luzes com pastilhas (para piscar). Tocava continuamente por 5 ou 6 horas, montava e desmontava tudo sozinho, fora uns 100 discos que levava. Chegava em casa exausto.

 

- Recentemente ouvi um set seu de Garage House, você se apresentava em festas do estilo?

 

Nesse período eu não tocava tanto. Havia me mudado da zona norte do Rio para a zona sul e estava começando a ver pessoas e clubes que faziam a noite acontecer por aqui. Mas ainda assim comprava discos do estilo. Minha maior referência ao Garage foi através dos programas de rádio do DJ Marcelo “Memê” Mansur:  Festa da Cidade e RPC Megamix. O próprio Memê as vezes me convidava a ir ao estúdio da rádio para assistir o programa ao vivo. Bom que nos programas informava-se bastante sobre os produtores de Garage House. Não posso deixar de lembrar também do DJ Felipe Venâncio, nas festas “Elevation” e “Até que enfim é sexta-feira”, no clube Dr. Smith. Foi onde tive meu primeiro contato com o que chamamos de música underground.

 

DJ RM2 - Garage House Set 

 

 

rm2

- E a fase do "Jamantismo"? Comente um pouco sobre essa fase marcante no Rio de Janeiro

 

(Risos) Era o termo que usávamos para definir um house desengonçado, mas cheio de groove. Não era o Garage, e sim o Funky House e Deep house, vindos da Europa, Chicago e São Francisco (USA). Ouve um movimento bacana no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro. Ficamos conhecidos por ter uma ‘cena’ de Chicago House. Não era grande, mas tocávamos bastante em outras cidades brasileiras. Surgiu o projeto “Jamanta”, de Dudu Marote e Rafael ‘Droors’, que tiveram músicas lançadas pelo selo do DJ Derrick Carter: “Classic “. Foi uma boa fase carioca. Sentíamos que as pessoas queriam sair para ouvir a música.

 

DJ RM2 - Jamantismo 3 pickups. 

 

 

- E hoje em dia, qual o estilo de som que não sai da sua case?

 

O House. Este é o estilo eletrônico mais democrático que existe. É o que recebe mais influências exteriores (não necessariamente do eletrônico) e assim fica dificil estagnar.

Hoje em dia está agregado ao rock e ao pop sem soar 'baba'. E por sua facilidade de acompanhar o rítimo, o House ainda é procurado por públicos variados nas pistas de dança.


- Quais seus produtores favoritos? 

 

Atuais: Mickey Moonlight, Greenskeepers, Honey Clawns, Claude Vonstroke, Tomboy, Siriusmo, Matias Aguayo, Abe Duque, Azari & III, Joakim, Horse Meat Disco, Who made Who, Solomun, Pollyester, Captain Comatose, Lo-Fi-FnK…

Antigos: Frankie Knuckles, Masters at Work, Larry Levan, Todd Terry, Jellybean, Joey Negro, Silk Hurley, Shep Pettibone, I:Cube, Morgan Geist, Derrick Carter, Luke Solomon, Orbital, Chemical Brothers, DJ Hell, Ian Pooley, Moodyman, GusGus, Green Velvet, Giorgio Moroder, Greg Wilson e muitos outros…

 

- Como você ve as mudanças na cena nesses 15 anos de profissão?

 

Muita coisa mudou mesmo. Acho que no Rio o público de eletrônico tornou-se mais jovem, enquanto nos anos 80 e início de 90 você via o grupo dos mais experientes sempre freqüentando e fazendo acontecer. Em São Paulo isso ainda continua. Este é o segredo da noite paulistana funcionar tão bem. Pessoas que trabalham na noite levam o profissionalismo mais a sério, pela experiência, e até por conta da concorrência também. Acho que só vamos fortificar a cena do Rio no momento em que todos os interessados trabalharem juntos. Tanto os produtores e remixers, para se fazer uma cena musical consistente;  quanto os donos de clubes e promoters exigindo as condições necessárias para se trabalhar; e o público, pagando a entrada (lista amiga? Grande invenção!) e dando atenção ao line-up da festa que vai, com bons DJs. Sempre caímos na conversa de cidade praiana não ser a cidade onde a noite acontece. Mas podíamos ter noites proporcionalmente menores, porém boas, se todos os que citei cooperassem.

 

- Pra finalizar fale um pouco dos seus projetos presentes e futuros

 

Recentemente fiz minha retrospectiva destes 15 anos como Dj, chamada “RM2 – 12 HORAS”. Está hospedado no site http://soundcloud.com/rafaelrm2 . São 10 podcasts com várias fases de discotecagem, incluindo o “Garage House” que foi citado na entrevista. O mais recente é o “Indie Dance”, onde toco essa fusão de Rock/Pop com House Music. Hoje em dia chamada de Indie Dance (Indie = alternativo).

 

Valeu a entrevista! Esta iniciativa ajuda o público a se informar e ficar mais interessado ao que eles participam.

 

Rafael RM2 toca na festa Bordel, essa quinta, no La Cueva e sábado na festa PIMP no Pista 3.

Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
Xiliquê no Rio! Ganhe VIPs e ouça a MixTape 0XiXi21
28.05.10 05:42Deixe seu comentário

Olha o Rraurl, mais uma vez, desenvolvendo as conexões na cena nacional. Hoje no Fosfobox nós convocamos a festa Xiliquê do Marmitex, nosso vizinho de blog aqui no portal pra invadir o Rio de Janeiro com seu black d.i.s.c.o.ntrole.

 

Além do Felicio, que toca com seu comparsa Benjamin Ferreira representando o Vegas-SP, convidamos o Diogo Reis (Moo), o projeto Old Fiction (Zeca Veloso e Carol Luck), os Válvulas pra comandarem Fosfobar, além de Pedro Mezzonato e Bernardo Campos.

 

*Seguindo o conceito da Xiliquê original, doaremos 10% da bilheteria para a Sociedade Viva Cazuza.

 

Ouça abaixo a Mini Mixtape feita pelos donos da festa abaixo.

 

Flash Content

Benjamin Ferreira e Felicio Marmitex - "0XiXi21 Minimix"

A-Skillz & Beardyman - "Got The Rhythm"
Ben Mono - "Beatbox" (Jacob London Remix)
In Flagranti -  "She Bend Each Leg Alternatly"
Octet - "Euros vs. Dollars" (Pilooski Edit)
Armand Van Helden - "Break That 80's"

 

Promoção + Vídeo do James Brown    

 

Quer entrar na faixa nessa festança? Mande pro e-mail xilique@molotov21.com seu nome completo e suas 3 músicas preferidas do James Brown. Vamos fazer um sorteio e 5 pessoas dentre as que mandarem ganham VIP! Pode aproveitar e mandar o nome dos amigos também que entram automaticamente na lista amiga. Assim como aqueles que não ganharem a promo.

 

Infos do Evento: http://www.facebook.com/event.php?eid=111748195514685&ref=ts

 

Categoria: Molotov21 Mixes
Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
DJ Vs. DJ - Nepal
04.09.09 14:143 comentários

NepalO release do DJ Nepal começa assim: Uma diversidade de grooves e vertentes que compõem o mosaico de referências dos seus sets atuais, reconhecido por suas seleções ecléticas e inovadoras passeando por muitas variações de house, nu disco, acid, electro.

 

Tão interessante quanto seus sets, Nepal foi o meu primeiro convidado para a minha coluna DJ VS DJ. Abaixo ele conta sobre o Apavoramento, a Banda Bife, tour na Europa e sobre a arte de encontrar e manipular o groove:

 

Quem ou o que te influenciou a seguir a carreira de DJ?


Foi algo meio natural. Desde dos tempos de  moleque lá em Nikiti (Niterói), eu era a referência musical de muitos amigos da escola. Muitas vezes requisitado para animar as festinhas de playground, pois sempre gostei muito de música e comprava muitos discos. Dae quando comecei a vir sair aqui no RJ, fazia parte de um grupo de amigos muito interessados por música. Pra tu vê, saíamos de Nikiti pra curtir as noites na Dr.Smith, ouvia muito o Edinho e Venâncio, na época os residentes da casa. Mais foi mesmo depois de uma viagem à Nova Iorque que tive o contato com a cultura de DJ bem de perto. Voltando ao Brasil de mala cheia de músicas, comecei então a discotecar. Era 1996 na extinta Zoeira da Lapa, eu misturava hip-hop com batidas eletrônicas de breaks e electro. Dá até um filme, a historia do menino de Nikiti que gostava de música... O resto é que fui me aperfeiçoando e aprendendo mais e mais a cada dia. É um trabalho de relação humana, convivo com o ser humano e tento domesticá-lo e aliviar suas tensões, transportá-lo ao mundo da diversão através da música como em uma terapia de pista (risos). Parece brincadeira, mas esse é nosso trampo Bernardo!

 

Conta um pouco do que é o o seu coletivo, o Apavoramento.

O Apavoramento é uma junção de amigos que gostam muito do que fazem e acreditam em novas formas de mostrar seu trabalho no mercado. Hoje, o Apavoramento tem dois braços, um mais comercial e outro mais artístico. Fazemos vídeos para tv, cinema, publicidade, cenários interactivos, vídeo clips e trilhas. Um pouco de tudo ligado à mídia digital, além das apresentações de live áudio-visual. Apresentações que nos renderam até participações em festivais e tour européia. Também apresentações em museus, festivais de musica, e até na Bienal de arte de SP e na SP-ARTE (maior feira de artes plásticas da América Latina). Como você vê, é um trabalho diversificado de formatos e plataformas de apresentação.

 

Como é essa historia de fazer trilhas para desfiles?

 

Acho legal, pois é sempre um trabalho de pesquisa e uma nova forma de mostrar seu trabalho. O mais natural do trabalho da trilha de desfile acaba sendo o trabalho do dj atual, né? A pesquisa e o  garimpo de música. Além da troca de referências entre você e o cliente, isso pode até te render um novo universo que você ainda não conhece. Você acaba aprendendo muito também quando faz.

 

E a Banda Bife? Fala um pouco sobre esse projeto.

Esse é um projeto novo de sons mais groove, uma espécie de banda de sons dos anos 70 turbinados com timbres atuais. Fazemos músicas próprias com muita referência ao som funk e soul dos anos 70 que amo! O disco do Bife sai esse ano sem falta, pois não quero deixar passar.

 

Você já fez uma tour pela Europa. Por quais países passou e como foi a experiência?

 

Já fiz e foi muito legal! Toquei na Espanha (Barcelona), Portugal (Porto e Lisboa ) e Inglaterra (Londres). Foi uma ótima experiência, vi de perto algumas coisas que ainda eram lendas pra mim. Hoje acredito que a experiência de intercâmbio é muito boa nem que seja só pra conhecer outra cultura, ir a festivais, ver de perto clubes e DJ's etc. já vale.


ABRAÇOS A TODOS.
MUITA MÚSICA NAS NOSSAS VIDAS SEMPRE NOS DESPERTA SENSAÇÕES!!!!!!!!
NEPAL

Blog Do Nepal: http://artedogroove.wordpress.com/

 

Tanto o DJ Nepal, quanto eu, junto com o Pedro Mezzonato no projeto Jack Hostel, tocamos sábado na festa Electrodama no Dama de Ferro. Mais infos e nomes para a lista amiga no post Convites para o Electrodama!.

Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn