Autor da divertida "Cavalaska TV" no Youtube, o renomado produtor de dubstep deu um post interessante no seu blog há duas semanas. O artista disponibilizou um pack de samples recheado de wobble bass, aquele famoso grave encorpado e rasgado encontrado também no crack house. São timbres que ele usa em suas próprias músicas e além dos aqruivos de áudio, Cavalaska colocou imagens ilustrativas e dicas rápidas de produção no pacote.
O figurão que recentemente lançou o comentado EP virtual "Are You Dead?" pelo selo canadense Monkey Dub, incentiva agora o gênero em seu país. "Vamos dar um gás na produção brasileira de dubstep e afins. Assim que você fizer o seu som manda o link do SoundCloud pra mim, eu quero ouvir!!!", disse no post.
O compartilhamento "friendly" rola no estilo 'paz e amor' que é a sua cara. "Importante lembrar que se você usar o meu sample-pack nas suas produções, vc não precisa dar credito para mim.. Fo#@-se, afinal de contas, na real tamo tudo junto. Paz".
DUBSTEP x RAP NACIONAL
O skatista paulistano, que anda produzindo basslines em projetos como o Super Fruit live e a Orquestra de Laptops de Santo André, participou de ótima faixa do grupo de rap Julgados Culpados. A track lançada em julho "Alma Que Habita o Corpo" teve participação da expoente cantora de trip hop (pop) Claudia Dorei.
Em seu estúdio caseiro no bairro da Saúde, o cara tem recebido diversos MCs de rap e ragga para incrementar o dubstep nacional, como Dom Lampa e Arcanjo Ras, entre outros. O mais louco é que Cavaslaka grava os vocais de muitos deles num set-up montado no seu próprio guarda-roupas. É mole?
Cavalaska Feat Claudia Dorei & Mc Dom Lampa - Alma que Habita o Corpo (Unmastered version) by cavalaska
(Créditos foto: Elza Cohen)
Para quem ainda achava que o dubstep não teria futuro no Brasil, aí vai um belo cala-boca. O DJ e produtor paulistano Cavalaska, que ficou conhecido em 2007 nas lojas digitais por lançamentos sólidos de tech-house, começa bem o ano de 2010. Apaixonado pela ciência dos subgraves desde que começou a tocar jungle, o professor de yoga vai lançar em breve o seu primeiro EP de dubstep pelo selo canadense Monkey Dub Recordings.
"Tenho uma relação muito boa com produtores, DJs e Label da América do Norte, um pessoal muito legal que anda fazendo barulho em suas quebradas'", comenta Cavalaska. "Não gosto de rórulos. Tive minha fase produtiva de tech/house/progressive/minimal/alguma coisa assim em 2007. Tudo que saiu até fevereiro de 2008 foi parar no TOP 20 da Juno", revela.
KM/H X BPM
O DJ de 26 anos trocou a alta velocidade do esporte radical Speed-Board (ou Skate Velocidade) pela meditação, descendo os BPMs também na música. "Quando você se vê a 100 km/h em cima de uma tábua de madeira a poucos centimetros do chão, a sua vida some, sua percepção do tempo muda, você vive muito mais em muito menos tempo. Para mim era uma sensação de paz absoluta, naquele momento eu era apenas EU", explica.
"Todos os skatistas eram iguais, sem cor, classe social, sem nome apenas parte de um todo. Assim como na prática de meditação. A vantagem dessa é que quando você perde a concentração não te acontece nada. Ao contrário do Speed-Board, que qualquer erro me rendia três meses de fisioterapia. Produzia muito quando ficava de cama".
ZIFIO DO BEM
Howard Waddington, seu nome no RG, também agita a cena paulistana de breaks e dubstep com a ótima festa sem fins lucrativos Quebrando A Fome, que vai receber o DJ americano humanitário Jay Haze no dia 24 de abril. Neste sábado (10), o projeto invade a rave Manifesto Eletrônico em Atibaia, interior de São Paulo. A festança dos produtores Holocaos e Jaime Bmind vai ajudar uma ONG local, é claro. "Aproximadamente 100 pessoas reunidas no meio da
floresta prestigiando a música, sem fins comerciais ou mentes
mercenárias fazendo eventos pra encher o SUB de dinheiro. A ONG beneficiada será a INSTITUTO CRESCER - LIVRE CRIATIVIDADE", conta o DJ.
O DJ vive em pról de doações e já está formando uma rede de boas mentes unidas. Na última quarta-feira de março, Cavalaska tocou na edição beneficente da Subverte no Vegas. "Independente de rótulos, sendo na Umbanda (assim como eu), Kardecista, Evangelico, Judeu, Budista, Catolico, Shivaista, Hare-Krishna ou Protestante, acima de nós está o mesmo Deus. Acredito que cada um de nós, antes de vir para cá, recebeu um dom (uma habilidade nada especial porque todas tem o mesmo valor). Nossa responsabilidade é usar esse dom da melhor maneira possível, não tem segredo nenhum. Use o que você sabe fazer pra ajudar o próximo. Por acaso o que sei fazer é música", finaliza.
A saga das batidas quebradas e atitude beneficente segue firme. A festa Quebrando A Fome realiza a sua terceira edição nesse sábado no Sutra Bar, ao lado do Glória. A reunião da cena paulistana de breaks irá celebrar o aniversário da DJéia Rubyroxx (foto) e do Yés América. O DJ residente, que comanda o projeto ao lado do Cavalaska desde outubro, também comemora 30 anos de carreira (!) em set especial.
Ajude a Instituição Assistencial Meimei (IAM) e o Projeto Dirce Moura (SAM), levando 1 KG de alimento não-perecível. A lista com os tipos de alimentos, que vai de biscoito doce a extrato de tomate, encontra-se no blog da Zyon Music, aqui.




