Foi divulgado o poster da edição número 64 do Festival de Cinema de Cannes, o ainda mais importante e respeitado de todos.
No poster, Faye Dunaway, numa foto de Jerry Shatzberg de 1970, época que a dirigiu em "Puzzle Of A Downfall Child" (que eu não vi, mas já vou procurar).
Faye foi uma puta atriz importante pro cinema americano com certeza e legal demais Cannes ir atrás dela, no ano que Robert De Niro será o presidente do júri.
Ah, a Patti Smith: em seu livro "Só Gartos, obrigatório) sobre seus anos com Mapplethorp ela fala um monte sobre como Shatzberg influenciou o fotógrafo em seu início.
Pois é, "Sem Limite" poderia ser um puta filme, mas é só um filme normalzinho, um desses filmões de Hollywood que daqui 2 dias a gente já esquece que viu.
A premissa é boa: uma droga que faz seu cérebro funcionar 100% ajuda um escritor perdido a virar um gênio. E junto vários problemas acontecem.
Só que o filme é feito por um diretor corretinho e caretinha, que tenta com alguns movimentos de câmera e efeitinhos de pós dar uma cara modernosa ao filme e não funciona.
Lmebra de "O Advigado do Diabo"? Aquele filmeco com elenco bacana, história razoável e dinheiro mas que não funciona? Então, esse "Sem Limite" é o "Advogado" dos anos 2010.
Bradley Cooper e Abbey Cornish, dois atores que vão virar estrelas logo logo e ainda Robert De Niro com um papel claro que importante, muito dinehiro pra ter filmado nas melhores locações de NY do jeito que o cara quis e nada. (Catou? Em "Advigado do Diabo" tinha Al Pacino, Charlize Theron e Keanu Reeves, em NY.)
Você percebe que um filme é grande e importante pro estúdio quando logo no início você vê um cartaz de outro filme do mesmo estúdio que vai estrear no final do ano (no caso, "Immortals").
O lançamento foi grande, o filme tá indo bem, mas de novo, você sai do cinema com a sensação de que se o filme tivesse um puta diretor, teria feito uma diferença linda!
"Enterrado Vivo" é um mistério pra mim.
O filme passou em Sundance ano passado e foi mega incensado. Custou muito pouco e foi vendido por bastante dinheiro. Enrolei muito pra ver porque sempre fico com o pé atrás nesses casos ( é só lembrar de "Atividade Paranormal" ou A Bruxa de Blair").
Bom, finalmente vi e o filme não é dos piores.
Em quase 2 horas vemos o drama e o horror passados pelo personagem de Ryuan Reynolds, enterrado vivo em algum lugar no meio do Iraque. Ele é motorista de caminhão trabalhando na guerra pra uma empresa americana e numa emboscada é capturado por iraquianos e só vão divulgar sua localização em troca de alguns milhões de dólares.
Ele é enterrado num caixão de madeira tosco com um telefone celular, um isqueiro, lanterna, um pouco de água e seu remédio. Bonzinhos os sequestradores, né? Mas tudo tem uma intenção.
Ao longo do filme ele fala com um iraquiano, com um cara do FBI que se perde no meio da burocracia, com secretárias eletrônicas e vai tentando sobreviver debaixo da terra. E mais que isso não posso falar.
Só digo que o filme é bem feito, a fotografia é das melhores e Reynolds está bem ( e eu achava que ele só funcionava sem camisa com uma luz boa, me surpreendi).
O filme é espanhol e o esperto diretor Rodrigo Cortés pegou um ator famoso, rodou em inglês e pimba, se deu bem. Agora ele ta filmando com a Sigourney Weaver e o Robert DeNiro!



