Enquanto não volto com um filme por dia, tô atrasadaçø, mas essa semana coloco tudo no ar de novo, aqui vai o teaser do novo filme de Almodovar, "La Piel Que Habito", onde reencontra Antonio Banderas depois de 21 anos sem filmarem juntos.
Medo!
Lembra que eu falei aqui eu "Burlesque" era o pior filme do ano, né?
Pois é, "Tournée" é um filme francês sobre dançarinas de burlesco também, só que o oposto do filme da Cher. É bom!
Muito bem dirigido, com uma história bacana, sem firulas, parece um documentário por vezes, "Tournée" mostra uma troupe de dançarinas viajando pela França apresentando seu espetáculo.
Só que elas não são ricas e lindas e magras, são mulheres de verdade, personagens profundas e o melhor, as meninas são dançarinas de burlesco de verdade.
Vi na Mostra de SP e torci pra que fosse comprado e a Imovision nos fez esse favor. O filme é obrigatório, principalmente depois do lixo do filme americano.
Esse é um filmão francês no melhor dos sentidos, muito falatório, muito drama, elenco fantástico e o melhor, com um final lindo. Super bem dirigido, premiado no Festival de Cannes de 2010, super recomendo mesmo!
Pra animar, vou dar 5 pares de convites pra ver o filme que entra em cartas no Reserva Cultural. Quem ganhar tem que ir buscar os ingressos na distribuidora. Os 5 primeiros que pedirem ingressos nos comentários levam!
Foi divulgado o poster da edição número 64 do Festival de Cinema de Cannes, o ainda mais importante e respeitado de todos.
No poster, Faye Dunaway, numa foto de Jerry Shatzberg de 1970, época que a dirigiu em "Puzzle Of A Downfall Child" (que eu não vi, mas já vou procurar).
Faye foi uma puta atriz importante pro cinema americano com certeza e legal demais Cannes ir atrás dela, no ano que Robert De Niro será o presidente do júri.
Ah, a Patti Smith: em seu livro "Só Gartos, obrigatório) sobre seus anos com Mapplethorp ela fala um monte sobre como Shatzberg influenciou o fotógrafo em seu início.
"Tetro" é o tipo de filme que tinha tudo pra ser a grande volta triunfal de Coppola depois de um monte de porcaria que ele vinha fazendo nos últimos, hmmm, 1992 quando ele fez "Dracula de Bram Stockler".
Muito tempo fazendo coisa ruim pra um cara que nos deu a trilogia do Chefão, né?
"Tetro" tem uma cara de filme autobiográfico de mimimi, querendo lavar roupa suja pessoal numa suposta obra de arte. Parece muito nesse sentido com o novo filme da Sofia, sua filha, o "Em Algum Lugar", também cheio de mimimi autobiográfica que ela faz a gente engolir goela abaixo, que logo eu falarei por aqui também.
O filme mostra um moleque chegando em Buenos Aires, procurando o irmão com quem não falava nem via há mais de 10 anos, seu grande amigo de infância, o tal do Tetro do título. Só que o irmão bacana virou um adulto amargurado, de escritor promissor passou a ser um cara duro e estranho, distante do irmão.
O filme num preto e branco meia boca, numa Buenos Aires também meia boca, com um elenco bom, não me pegou. Apesar de ter Vincent Galo, Maribel Verdu, Carmen Maura, Klaus MAria Branddauer, tudo soa falso, não acreditei em nada ali, nem no roteiro, nem nas intenções todas. Pra mim o Coppola tá gagá, não consegue dinheiro pra filmar nos Estados Unidos e foi atrás de possibilidade, depois de tentar por aqui e viu que deu um tiro n'água.
O filme passou por Cannes, o cara veio pro Brasil divulgar pra nada, na minha opinião. Reveja "Rumble Fish" que vale mais a pena.
Sabe aquele gênero de filmes tão adorado, o filme de mulherzinha? Esse é o típico exemplo.
"A Árvore" foi o filme de encerramento do Festival de Cannes de 2010 e desde então é super elogiado por onde passa.
Eu achei um filme ok, mas nada demais.
Numa Austrália pobre, no meio do nada, um pai jovem de uma família numerosa morre no início do filme deixando 4 filhos e uma esposa deprimida, a sempre ótima Charlotte Gainsbourg. Por meses ela fica catatônica em casa, chorando, não cuidando dos filhos, até que a filha de uns 6 anos de idade, a mais ligada ao pai, chama a mãe e mostra a ela que a alma do pai está vivendo dentro da figueira gigante que fica no quintal da casa deles.
A partir de então, o filme toma ares de realismo fantástico, com a árvore sendo um personagem principal na vida da família, quase que determinando atos deles.
A árvore causa acontecimentos na casa deles e faz com que a mãe finalmente se levante, conheça outro homem, comece a trabalhar e que assim a família toda se movimente também.
Bom, o filme é bonitinho, bem dirigido, o elenco é bacana capitaneado pela Charlotte, mas o que me irritou muito é na história, a necessidade da mãe da família precisar de um homem por perto pra ficar em pé. O marido morreu, ela fica mal, conhece um homem novo e fica bem. Esse feminismo bizarro me irritou. Mas com certeza o filme que entra em cartaz essa semana, fica nos cinemas por um bom tempo, toda a aura de fantasia e amor e dedicação agrada em geral. Nhé!
Eu me cansei do Godard uns bons 20 anos atrás eu acho.
Mas o povo ainda paga pau pra ele pra tudo que ele lança.
Claro que ele é genial, seus filmes da Nouvelle Vague são históricos e absolutamente relevantes, mas a partir de um momento, acho que logo depois do "Je Vous Salue Marie", o cara degringolou.
No próximo festival de Cannes estreia seu novo filme "Socialisme" e ele lançou na net o trailer que é uma cópia do trailer de "Femme Fatale" de Brian De Palma.
Apesar de no filme de Godard ter Patti Smith, duvido que eu vá ver uma viagem de navio com filósofos e pensadores discutindo a falência da esquerda no século XXI.
Perdoem meu bode, mas vale comparar os trailers.
Começou na última sexta feira a 33a. edição da Mostra de Cinema de São Paulo.
E eu comecei a me jogar e comecei bem.
Coincidência ou não, no ano passado, na primeira sexta feira, eu assisti o filme que mais queria ver e relaxei: depois de "Deixa Ela Entrar" o resto foi o resto, apesar de coisas boas.
Esse ano não foi diferente: "A Fita Branca", do melhor de todos Michael Haneke, vencedor do Fetival de Cannes desse ano, foi uma aula de sutileza. Um dos filmes mais violentos de todos sem mostrar uma porrada sequer, mas que te deixa inquieto por 2 horas e meia.
Se o Altman fosse austero e austríaco ele teria feito esse filme. Dias antes do início da Primeira Guerra Mundial, num vilarejo dominado por um barão odiado por quase todos que vivem sob suas asas, crueldades acontecem sem que se saibam quem as cometeu deixando uma aura de quase desespero.
Um mestre da sutileza, Haneke não nos mostra o que quer que a gente veja e faz com que o filme seja um exercício para quem o assiste. A luz, a trilha (quando existe), o elenco, a locação, as crianças, as fitas brancas e a notícia do assassinato que levaria a grande Guerra são pistas pra irmos tentando descobrir quem é o vilão de uma história que ninguém é inocente.
Finalmente reconhecido: Michael Haneke venceu a Palma de Ouro com seu filme "The White Ribbon". Ele é o diretor vivo que eu mais admiro e já falei disso por aqui.
Num juri onde a presidente era Isabelle Hupert, que já estrelou um filme de Haneke, o polêmico (como sempre) "A Professora de Piano", eujá esperava que ele ganhasse alguma coisa, como sempre acontece em Cannes com seus filmes. Mas dessa vez levou a Palma de Ouro, antes tarde do que nunca!
Abaixo a lista dos vencedores dos principais prêmios:
Palma de Ouro de Longa-Metragem
"The White Ribbon", de Michael Haneke
Grande Prêmio
"Un Prophète", de Jacques Audiard
Melhor Diretor
Brillante Mendoza, por "Kinatay"
Melhor Roteiro
"Spring Fever", de Mei Feng
Melhor Atriz
Charlotte Gainsbourg, de "Anticristo"
Melhor Ator
Christoph Waltz, de "Bastardos Inglórios"
Prêmio do Júri
"Fish Tank", de Andrea Arnold, e "Thirst", de Park Chan-Wook
Prêmio Especial pela Carreira
Alain Resnais, de "Les Herbes Folles"
Mostra Un Certain Regard
"Kynodontas", de Yorgos Lanthimos
Caméra d'Or
"Samson And Delilah", de Warwick Thornton






