FPI Project - Going Back to My Roots
Certa noite em 2003 eu e a ClauAssef cansamos de olhar para aquele monte de disco bacana que a gente tinha em casa, Giorgios Moroders, electros clássicos, faixas de acid house esquecidas, funkões da turma do James Brown, preciosidades italianas, edits fenomenais e chegamos a conclusão de que era muito injusto que tudo isso ficasse guardado dentro de casa.
Esse era um tempo em que não se falava em nu disco. Discotecagens de bom gosto misturando estilos eram também algo raro na cidade. As noites que tocavam coisas antigas eram basicamente eventos nostálgicos selecionando os hits manjados de sempre. Esse era outra diferencial da Discology: não é nostalgia, não é só relembrar hits, mas também apresentar faixas velhas obscuras como se fossem novas.
Nasceu assim a Discology, que começou modesta no extinto Bop, na Vila Madalena (espaço que depois abrigou o Studio SP por um tempo). Depois de um tempo, a balada migrou para o Lov.e, às terças, e aí começou a pegar velocidade. Em 2005, fomos para o Vegas, no primeiro sábado de cada mês, e aí a brincadeira virou uma balada de gente grande. Sucesso todo mês e muita história para contar.
Nesses seis anos, chamamos convidados de todo grau, gênero e espécie, tudo gente que também ficou empolgadaça com a chance de desempoeirar seus clássicos de outrora. Dá pra fica o dia inteiro falando em quem já passou por nossa cabine. É um verdadeiro time dos sonhos. Teve a galera do hip hop como Nuts, Grandmaster Ney e DJ Hum, as estrelas do drum'n'bass como Marky, Patife e Andy, os veteranos que são unanimidade como Mau Mau, Magal, Gil Barbara e Renato Lopes, o pessoal da disco music como Grego, Sonia Abreu e Vadão, as estrelas do techno como Anderson Noise, Renato Cohen e Murphy, representantes das gerações mais novas como Renato Ratier, Mixhell, Nepal e Leiloca Pantoja e gringos de peso como Greg Wilson, Robert Owens, Tim Sweeney, Jerome Hill, Jonty Skrufff, Silver City e Daniel Wang. E muitos, muitos outros.
Neste sábado (4/7), vamos apagar as seis velinhas do projeto. Eis quem vai tocar (excepcionalmente a Discology vai ocupar as duas pistas do Vegas):
DJ MARKY O super-herói das picapes traz toda seu conhecimento e técnica para um set especial de clássicos de várias épocas.
RENATO COHEN Com seu álbum saindo do forno, Cohen presta homenagem às suas raízes disco e funkeadas com um set na medida para nossa pista.
DINO VICENTE O cara que talvez mais entenda de sintetizadores no Brasil vai entupir o palquinho de equipamentos vintage. No seu live set analógico, vai rolar um especial em homenagem ao pai da matéria, Giorgio Moroder.
BENJAMIN FERREIRA Pioneiro da cena eletrônica no norte do Brasil, esse DJ é um profundo conhecedor de grooves de todo o tipo.
E os residentes, CAMILO ROCHA e CLAU ASSEF.
A bagunça começa à meia-noite no Vegas (Rua Augusta, 765).
Muitíssimo obrigado a todos que nesses 6 anos tocaram, dançaram, curtiram, trabalharam, ferveram, apoiaram o nosso projeto do coração.
Tonght! It's party time!
Class Action - Weekend
Sparque - Let's Go Dancin'
Kraze - The Party
Vamos logo à informação mais urgente: toco nesta quarta (10/6) no bar Astronete (rua Matias Aires, 183, perto da rua Augusta). A noite se chama Veneno e tocam comigo os residentes Mauricio Fleury, Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista.
O set é de disco, funk e rare grooves com uma particularidade: é 100% em vinil.
Uau! dirão alguns. E eu digo "Uau!" mais ainda, tão imerso em discotecagens digitalizadas que tenho estado.
Certo dia, há muitos anos, fiquei imaginando o dia em que "vinil set" seria algo de destaque, inusitado, numa festa. Naquele tempo, vinil era a moeda corrente das cabines e CDs ainda eram vistos com reserva por muitos DJs profissionais. Todo mundo tocava "vinil set".
(Depois, alguns novidadeiros apareceram com um espelhinho para deslumbrar índio chamado "Final Scratch set". Que era a mesma coisa que o set de vinil só que tocado com o vinil do Final Scratch)
Bem, o dia que eu imaginei chegou e cá eu estou chamando o povo e dando destaque para o fato de que vai ser "vinil set". Em tempos de CDs, MP3, Ableton, Traktor, Serato, Torq e o escambau, ou seja, em tempos onde quase todo DJ é digital, "vinil set" tem um ar de coisa romântica e vintage.
Eu, de minha parte, senti um certo alívio de selecionar músicas para um set a partir de uma quantidade finita de opções que eu podia localizar por pistas visuais (capas, lombadas, cores) e pegar na mão e não a partir de um galáxia de gigas de MP3s.
Em tempo: não estou pregando uma volta ao vinil. Mas de vez em quando é bom fazer as coisas de um jeito mais simples.
BATE-ESTACA, A NOITE
Pois mal estávamos nos acostumando com o novo nome da Quebrada, Go!, e veio o aviso de que já existe uma balada na Clash com esse nome (tinha aqueles que implicavam também por Go! lembrar Vai!, mas aí eu achava que era forçar a amizade - tipo o Inferno Clube não usar esse nome pro causa do Hell's Club).
Bom, o fato é que a Discology de agora em diante teria que ser "versus" outra coisa. Pensei, pensei e cheguei no óbvio. Mas um óbvio excelente.
O subsolo agora vai se chamar Bate-Estaca. Exatamente, o nome do blog também vai ser o nome da pista-irmã da Discology. Que tal a sinerrrrgia? Eu acho ótimo. Nem preciso falar aqui do encaixe perfeito desse nome no conceito daquela pista, né?
Então fica assim: dia 4 de julho, Discology vs Bate-Estaca no Vegas. Quer mais perfeição na amarração? Então tome: a estreia de Bate-Estaca, a noite, será bem na noite em que iremos celebrar SEIS anos de Discology.
Com um belo lineup. Fique atento!
Mudanças de última hora na próxima Discology vs Go, que rola no próximo sábado (7/3).
Semana passada anunciamos Dubstrong como o convidado. Ele agora passou para a festa de abril, que rola no dia 4.
Para este mês temos agora como convidado o ilustre Daniel Wang, um disco freak de carteirinha. Sino-americano residente em Berlim, Wang é referência importante no atual movimento mundial que liga os pontos entre a boa música de várias décadas (taí, definição mais completa e explicativa do que "nu-disco")
Saiba mais sobre Wang aqui>.
Na Go, o convidado continua sendo Rodrigo Lobbão.
BANDA BIFE E MOJO
E na quinta (5/3), rola a estreia da Banda Bife na noite paulistana. Vai ser no Studio SP.
Para quem não leu aqui, é o novo projeto dos DJs Nepal, Plínio Profeta e Fabio Santana. Depois do show, este que vos escreve discoteca.
Um pouquinho antes, das 20h à meia-noite, rola mais uma edição do Mojo Club, lá no Tapas Club. A Mojo é aquele site bacana onde autores escrevem contos e crônicas inspirados em músicas. Literatura pop no sentido puro do termo. Conheça mais aqui.
O som, freestyle e descontraído, ficará a cargo de Clau Assef, Luiz Pimentel, Fabs e este que vos digita.
LNR - Work It to the Bone
C'mon let's work!
Semana que vem tem mais uma edição da Discology vs GO no Vegas. Aliás, eu e a Clau estamos no momento trabalhando para contar quantas Discologies já rolaram, desde os tempos de Bop, depois no Lov.e, até a temporada blockbuster que tem sido esses quase quatro anos de Vegas. Assim que tivermos essa informação (sim, os neurônios estão correndo na esteira neste exato momento), divulgaremos em primeira mão.
Enfim...
A próxima edição rola dia 7/3 e tem como convidados Rodrigo Lobbão, de Fortaleza, e Dubstrong, de São Paulo.
Lobbão é um dos desbravadores da música eletrônica no Ceará e traz um som groovado e preciso. Vale a pena conferir.
Já o Dubstrong conta com muitos admiradores pelo Brasil. É o que posso definir como um DJ completo: técnica, bom gosto, criatividade e gigantesca bagagem musical. Para sorte nossa, ele curte compartilhar tudo isso em seu ótimo blog Disco Devil, sempre atualizado e sempre em cima da pinta.
DJs blogueiros são raridade no Brasil. Estou falando de blogs que realmente interessem a todo mundo, não coisas do tipo "Hoje toquei em Araçatuba e a gig foi incrível, público bombou o set inteiro", que só tem apelo para os fãs (e olhe lá!).
Muitos reclamam da falta de datas para tocar. Pois um blog, uma maior presença online, é uma ótima maneira de disseminar seu nome/trabalho/pesquisa/gosto. Não precisa saber escrever, o que importa é postar músicas, sets, imagens, vídeos e links interessantes. Para acompanhar, basta uma frase ou duas. Vamos dividir esse conhecimento!
Fico feliz em saber que vem um blog matador por aí: o do grande amigo Benjamin Ferreira Jr. Dono de uma assombrosa cultura musical, não vejo a hora de ver as coisas que o Benja vai postar.
Como contei semana passada, a balada-irmã da Discology já tinha passado da hora de perder seu nome original, Quebrada.
Fiz um concurso para escolher o nome novo com os leitores desse blog. Quem inventasse o melhor nome ganhava VIP + 3 até o fim do ano.
Choveram sugestões, muitas bem legais.
Mas quem levou foi Mayara Ricci, produtora de eventos de São Paulo, com sua sugestão simples e eficiente: GO!
GO! lembra movimento, progresso e ação. Eu e a banca examinadora consideramos perfeito.
Então agora fica assim:
DISCOLOGY VS GO!
A primeira acontece esse sábado (7/2), sempre no Vegas. Na GO! rola Jonty Skrufff trazendo seu set, que foi um dos mais elogiados do ano passado. E na Discology, outro velho chapa tira a poeira das antigas: Renato Cohen (também um dos grandes sets de clássicos que tivemos em 2008.
Let's go?

Pois é, as estações mudam, os gostos mudam, os cases mudam... e é por essas e outras que a Quebrada vai mudar de nome.
Outro dia, na escadaria do Vegas um sujeito veio indignado, quase me encostando na parede: "Cadê os breaks, Camilo?! Cadê os breaks?!" E ele tinha toda razão: não se ouvia uma batida quebrada sequer naquele ambiente.
É claro que isso não foi por acaso. Por muitos motivos, a Quebrada, que nasceu como uma balada dedicada ao breakbeat, foi aos poucos abandonando sua missão inicial em favor de uma abordagem eclética, incluindo tech-house, house, techno, nu-disco, electro etc Os breaks ficaram bem esporádicos.
Mas não sumiram de vez. Tanto que eles aparecem no meio de sets, ou em sets inteiros, como na incrível sessão quebrada que o Punkyhead, da Kraft, nos proporcionou no meio do ano passado. E nada impede que apareçam de novo.
Só que agora o nome Quebrada não é mais apropriado. É preciso rebatizar a balada. E quero pedir sua ajuda nessa importante tarefa.

Que nome você acharia bom para a ex-Quebrada? Um nome que remeta a sua abordagem atual, de novas e diversas tendências da música eletrônica? Ou algo que faça referência ao subsolo do Vegas? Ou um nome que tenha a ver com a proposta de ecletismo?
Lembre também que a Quebrada acontece junto com a Discology (que rola na pista de cima, só com clássicos). Então o nome também precisa encaixar legal na frase "DISCOLOGY VS XXXXX"
Bora pensar?
O melhor nome ganha VIP para si próprio e mais três amigos até o final de 2009.
Idéias para quebradisco@gmail.com
Semana que vem anuncio o ganhador.
PRIMEIRA FESTA DO ANO ESTE SÁBADO
Lembrando que esse sábado rola a primeira Discology vs Quebrada (e última Quebrada) do ano. Temos o sensacional Tim Sweeney, da DFA e do programa/site Beats In Space, de Nova York, mandando um set especial para a Discology. Na Quebrada, tem Ricardo Gonzalezz.
O V3 é o festival com melhor lineup gringo para pista de dança em 2008. Quer ver?
Pegue aquele festival "feito por você" da semana passada. Teve lá suas atrações de qualidade, mas nada de relevante ou invoador. Mas serviram também porções generosas de farofa.
Terra e Tim tem boas atrações também, mas seu forte não é eletrônico/pista.
Já o V3 tem techno de ponta, minimal que é referência, interpretações diversas de disco e italo e house e tech-house avançado.
Quem gosta de música boa, relevante e atual tem que estar lá hoje (sexta, 3/10)
Até mais!
THE LAST DANCE
3 ANOS, 3 MESES E 3 DIAS DE VEGAS
Pista 1
0h - André Juliani
1h - Glass Candy (Italians do It Better)
2h - James Murphy & Pat Mahoney - LCD Soundsystem (DFA) Dj Set
4h - Ewan Pearson (Kompakt)
5h - Mau Mau
Pista 2
0h - Luca Lauri
1h - Magal
2h - Efdemin
4h - Pantha Du Prince
5h - Camilo Rocha
Flex: Av.Marquês de São Vicente,1767-Barra Funda, SP
http://www.vegasclub.com.br/v3
Se você achava que o lineup gringo do aniversário de 3 anos do Vegas (3/10) já estava saudavelmente eclético (Glass Candy, James Murphy & Pat Mahoney, Efdemin e Ewan Pearson) a coisa ficou ainda melhor com o acréscimo do alemão Pantha Du Prince no lineup.
Pantha é autor de muitas faixas de deep techno que resvalam no minimal e emitem vibrações aconchegantes e calorosas (ouça seu remix para "Peacebone", do Animal Collective, ou "Eisbaden" e "Saturn Strobe", do seu álbum Bliss, do ano passado). Além de muitas faixas pelo selo Dial, ele também já assinou remixes para a Mute (Depeche Mode), Get Physical e Sonar Kollektiv.
Lembrando que o aniversário de 3 anos do Vegas rola não no clube em si mas na Flex (antiga Broadway, na Barra Funda).
Panhta du Prince - Saturn Strobe
Pantha du Prince - Florac



