Mais um anúncio do chocolate inglês Cadbury vira hitaço no YouTube (mais de 4 milhões de visitas). Depois de um gorila viajando ao som de Phil Collins, agora duas crianças fazem a dança das sobrancelhas ao som do clássico hit de electro "Don't Stop the Rock", do Freestyle.
Aliás, o dia em que publicidade no Brasil usar música boa como essa daí, juro que comprarei o produto.
O seguinte comunicado foi divulgado à imprensa nesta quinta (27/11) pela assessoria da JWT:
"A título de esclarecimento, Ford e JWT informam que os direitos de
reprodução da música Happy Together, da banda The Turtles, foram pagos à
gravadora EMI, conforme consta em contrato firmado entre as partes em 18 de
setembro de 2008. O acordo tem validade de 12 meses e assegura o uso da
trilha sonora re-gravada (letra e música) pela Sax So Funny no comercial do
novo Ford Focus.
Filipe Lago
Relações Públicas
JWT Brasil"
Você já deve ter visto um comercial do novo Ford Focus, muito animado e feliz, onde, dos operários aos vendedores, todo mundo canta um velho hit da banda americana The Turtles. A música se chama "Happy Together" e tem aquele clima "abrindo a janela com tudo e olhando sorridente para o céu". É Prozac em forma de canção.
Acontece que os Turtles fecham a cara rapidinho quando alguém se mete a brincar com seus direitos autorais. Segunda a coluna de Patrícia Kogut, de O Globo, o filme da Ford foi levado aos tribunais porque "Happy Together" estaria sendo usada sem autorização. A autoria da peça é da agência JWT.
Se for verdade, muito feio. E impensado. Não se mexe com um hit assim impunemente.
A MALDIÇÃO DAS TARTARUGAS
Ainda mais um hit dos Turtles! Afinal, se hoje a indústria fonográfica pisa em ovos e é extra-cuidadosa na hora de usar samples em discos, é em grande parte culpa dos Turtles.
Tudo porque, em 1989, a banda tascou um processo em cima do desavisado De La Soul,
que tinha pego um trechinho de uma faixa deles chamada "You Showed Me". O sample foi usado em sua "Transmitting Live from Mars", presente no álbum 3 Feet High and Rising.
Naquela época, não existia legislação definida sobre uso de samples, a prática era novidade e se fazia uma verdadeira lambança com trechos de músicas alheias. Era um tempo em que a criatividade ainda não estava sujeita aos departamentos jurídicos. Foi o tempo de grandes álbuns de Public Enemy, Beastie Boys, Eric B & Rakim, Jungle Brothers, Digital Underground e De La Soul. Em todos, uma ciranda doida de referências a outros artistas.
Os Turtles, que tiveram seu auge no tempo dos Beatles, não viram nada de criativo ou divertido nisso. Pediram US$ 1,7 milhão por uso indevido do trecho. Acabaram fazendo acordo por fora.
PRECEDENTE
Mas estava aberto o precedente e o hip hop e a indústria do disco nunca mais foram os mesmos. Hoje têm até escritórios de advocacia que vivem de caçar samples não-autorizados.
Pois é, se certos publicitários fossem mais ligados em rap old school do que em Seu Jorge ou Ben Harper, futuras dores-de-cabeça poderiam ser evitadas.
Saca só a Brastemp Club, feita pra quem gosta de tomar umas e outras. Esses publicitários tem cada uma né?
O comercial, da DM9DDB, é muito engraçado, traz um cara tendo ataques de John Travolta.
Vi no spam da loja Phonica hoje essas bolsas fantásticas, perfeitas para os tech-heads de plantão.
O primeiro modelo é inspirado na TB 303, o segundo no synth/sampler MPC 2000 e o terceiro é mais para os vintagemaníacos, reproduzindo um radinho de pilha antigo.
Saia com uma dessa na balada e sinta os olhares de inveja e admiração!
Para saber mais, olha aqui.






