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Os Selvagens da Noite
16.06.09 20:3110 comentários

Deu nesta segunda (15) que um clássico cult de filmes de gangue, um ícone dos anos 70, o filme Warriors - Os Selvagens da Noite ganhará um remix... desculpe, remake. Quem vai dirigir a nova versão é Tony Scott, diretor de Amor à Queima-Roupa e Top Gun.

 

E quem vai fazer a trilha? Ainda não se sabe, mas é importante saber. A trilha original, do americano Barry de Vorzon, especialmente a música-tema, é tão cultuada quanto o filme.

 

Ouça aí o tema, conforme aparece na abertura do filme de 1979. É synth-rock da melhor qualidade. Ano passado saiu um edit do Skinny Joey dessa faixa.

 

Barry de Vorzon - The Warriors Theme

 

 

Essa aqui é mais antiga. Da trilha da série de TV The Young and the Restless. década de 70. Disco super-cool.

 

Barry de Vorzon - The Dancer

 

 

E aqui mais um tema sintetizado para mais uma série de TV, agora dos anos 80, V - Os Extraterrestres na Batalha Final.

 

Barry de Vorzon e Joseph Conlan - V Mini-Series : The Final Battle

 

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
Balada de cinema
09.06.09 22:4615 comentários

Dez clássicas cenas de balada no cinema, com a trilha acompanhante.

 

Trainspotting - 1996

Heaven 17 - Temptation

 

 

Quadrophenia - 1979

Booker T & MGs - Green Onions (finzinho) e Kingsmen - Louie Louie.

O filme que eternizou os mods. Com direito a dancinha dura do Sting

 

 

Looking for Mr. Goodbar - 1977

The O'Jays - Backstabbers

Com Diane Keaton e Richard Gere (novíssimo) nos tempos da disco

 

 

Procura-se Susan Desesperadamente - 1985

Madonna - Into the Groove.

Um dos melhores filmes da loira.

 

 

Beat Street - 1984

Arthur Baker - Breaker's Revenge.

Filmado no Roxy, NY, onde Afrika Bambaataa era residente.

 

 

Instinto Selvagem - 1992

Channel X - Rave the Rhythm; LaTour - Blue

 

 

Shopping - 1995

Credit to the Nation - Call It What You Want

 

Filme inglês pouco conhecido. Tem um Jude Law em começo de carreira e cenas de uma "squat party" num prédio de estacionamento.

 

 

Psicopata Americano - 2000

New Order - True Faith

 

 

Don't Go In The House - 1980

L'Ectrique - Struck By Boogie Lightning.

Terror B com cena de disco, com direito a gente usando drogas (4:01 e 6:44) e mixagem sambadinha do DJ (6:48)

 

 

Blade - 1998

New Order - Confusion (Pump Panel Remix)

 

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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É Tudo Verdade traz doc sobre soulman
30.03.09 19:562 comentários

Billy Paul foi um dos nomes mais fortes do som da Philadelphia, aquele groove pré-disco que dominou a black music no começo dos anos 70. E ele foi macho o bastante para seguir seu maior hit, a balada soft "Me and Mr. Jones" (sobre adultério), com um hino militante negro, "Am I Black Enough for You". Foi praticamente um suicídio comercial.

 

A vida de Billy Paul é retratada no documentário Am I Black Enough For You, que está na programação do festival É Tudo Verdade, que está rolando em São Paulo, Rio e Brasília.

 

Segue um trailer do que promete ser um interessante retrato de uma época de ouro do pop negro ("Éramos capazes de escrever 10, 12 músicas inacreditáveis por dia", diz Billy no filme).

 

 

Tem outro trailer legal aqui.

 

Horários e detalhes aqui.

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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Dubstep em filme
03.03.08 18:502 comentários

Dubstep é um gênero do qual se fala muito mas se ouve pouco. Gerou o que a crítica considerou dos melhores discos do ano passado (Untrue, do Burial) mas 95% de sua produção permanece acessível apenas para aqueles escavadores mais dedicados.

 

Um pouco desse mistério poderá ser desvendado com um documentário que sai esse ano sobre o gênero tipicamente londrino. A produtora é a inglesa Studio Rarekwai.

 

Aí embaixo tem o trailer. Não informa praticamente nada, na real, mas serve pra aguçar a curiosidade.

 

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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Vem aí dois filmes sobre Marvin Gaye
12.02.08 17:35Deixe seu comentário

Tem algumas biografias da música que pedem para virar um filme de sucesso. A de Marvin Gaye é uma delas.

 

Ele foi um dos maiores cantores soul da história e um dos primeiros a politizar os temas da black music. Além disso, Gaye teve uma vida pra lá de tumultuada, com direito a abuso de drogas, problemas conjugais, brigas com a gravadora e profunda angústia existencial. Seu fim não poderia ter sido mais trágico: Gaye morreu em 1984, baleado pelo próprio pai durante uma discussão.

 

Bem, na falta de um filme sobre a vida de Marvin Gaye, em breve teremos dois.

 

Primeiro tem o independente Sexual Healing, em fase de pré-produção. Traz Jesse L. Martin, o detetive Ed Green do seriado Law & Order, no papel de Gaye. A direção é de Lauren Goodman e o filme foca nos últimos dois anos da vida do cantor, época em que se auto-exilou na Bélgica, depois de sair de sua gravadora de anos, a Motown, e caiu pesado nas drogas. Foi aí que um promotor amigo (vivido no filme por James Gandolfini, dos Sopranos) o convenceu a voltar a gravar e o resultado foi seu álbum mais bem-sucedido, Midnight Love (que contém o sinuoso hit "Sexual Healing").

 

Marvin - The Marvin Gaye Story, também em pré-produção, é uma empreitada bem maior e que promete abordar a vida inteira do artista. Ainda se sabe bem pouco sobre esse filme, apenas que o orçamento é de 40 milhões de dólares e que a cantora de soul soft Roberta Flack está na supervisão musical.

 

Em tempos de Amy Winehouse, é mais que apropriado lembrar de Marvin Gaye.

 

Primeiro, porque o som de Amy se lambuza abertamente no soul dos anos 60 e 70, de selos como Stax e a Motown, casa de Marvin Gaye por quase 20 anos.

 

Depois, porque Gaye foi um dos artistas mais auto-destrutivos de sua época. Seu problema principal era a cocaína, que ele chegava até a glorificar. Na biografia Divided Soul: The Life of Marvin Gaye, de David Ritz, Marvin é citado dizendo o seguinte sobre pó: "Ninguém vai me dizer que não é uma sensação ótima. Uma loucura limpa e fresca, especialmente bem cedo de manhã, liberta você - pelo menos por um minuto."

 

Nenhum fã de música dedicado deve passar muito tempo longe de Marvin Gaye. Ele é um dos maiores cantores dos últimos 50 anos, responsável por eternidades como "I Heard It Through the Grapevine", "Let's Get It On", "Mercy Mercy Me" e "How Sweet It Is?". Álbuns seus como What's Going On (um marco na politização da música negra) e Let's Get It On (um disco que escorre sensualidade) estão entre os grandes discos de todos os tempos.

 

Sua voz era sentida e doce, capaz de cantar uma lista de compras e enchê-la de significado e emoção. Sua vida pessoal pode ter virado um campo devastado, mas que bela e inspiradora música saiu dela. Esperemos que esses filmes façam jus à grandeza do assunto.

 

Marvin Gaye - Let's Get It On

 

Flash Content

 

Marvin Gaye & Diana Ross - My Mistake (Was to Love You)

 

Flash Content

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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Dupla de Tropa de Elite filma raves
22.01.08 02:454 comentários

A polêmica de 2009 já está anunciada. A dupla responsável por Tropa de Elite, Marcos Prado e José Padilha, deve começar a filmar no segundo semestre deste ano seu novo longa. Será uma ficção retratando um universo que conhecemos bem: as raves e o consumo e comércio das drogas sintéticas.

 

Prado contou à revista Época que a trama será um "drama familiar de classe média... dois irmãos cariocas, a praia, o posto 9, as festas, o cotidiano dos jovens." O formato documentário chegou a ser pensado mas não rolou, segundo Prado, porque "ninguém nesse meio quer mostrar a cara."

 

"Mas", ele frisa, "... pesquisei muito para que o roteiro contivesse a realidade."

 

Entre os títulos cogitados estão Paraísos Artificiais e Posto 9. Enquanto que em Tropa Prado produziu e Padilha dirigiu na nova empreitada eles trocarão de lugar.

 

"EXPERIMENTAR É NORMAL"

Prado declarou à Época que a motivação para o filme foi seu filho adolescente. "Eu ouço e leio nos jornais muita coisa sobre esse tipo de droga e os lugares onde são consumidos. Mas não quero fazer julgamentos. Acho normal o adolescente querer experimentar, faz parte do amaudrecimento. Mas é preciso perceber os excessos, os limites."

 

As intenções parecem corretas. Mas quem é que pode controlar as interpretações? Quando sabatinado na Folha de S. Paulo, no auge do sucesso de Tropa, José Padilha disse o seguinte sobre o capitão Nascimento ter se tornado um herói para muitos brasileiros:

 

"É muito difícil imaginar que alguém considera o Nascimento um herói... O que me incomoda é que as pessoas não vejam isso e, em vez de se identificar com o personagem, se identificam com o discurso do personagem."

 

REAÇÃO INFANTIL E TAPADA

Pode apostar que um filme mostrando raves e drogas vai servir para muitos reforçarem seus preconceitos e idéias simplórias. É um risco que os realizadores tem que correr. Agora, só vendo o filme mesmo para saber se a abordagem vai ajudar o preconceito ou não.

 

É por isso que a reação contra a notícia do filme em certas comunidades no Orkut de frequentadores de raves tem sido precipitada, infantil e tapada. Xingaram Marcos Prado de tudo quanto é nome. Disseram que "esse cara vai acabar com as raves". Bom, se nem DJs ruins, drogas piores ainda, fritos passa mal, festas caça-níquel toscas e todos os fazer isso né? Por favor!

 

QUE LADO BOM QUE NADA

O mais incrível são aqueles que chiam porque o filme vai falar de raves e falar de drogas. Acham o filme deveria falar apenas "sobre o lado bom" das raves. É como se os italianos resolvessem reclamar dos filmes de mafioso porque só mostram seus compatriotas envolvidos na bandidagem.

 

Alô, pessoal, cinema é ação, drama, aventura, tragédia! Alguém lá quer ver o Al Pacino ou o Robert de Niro fazendo papel de dono de cantina? Claro que não. É por isso que se eu fosse ver um filme cujo pano de fundo fossem as raves e não aparecesse uma droga sequer eu sairia no meio, achando aquilo irreal, bobo e sem graça.

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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Chave no contato... vambora 2008!
08.01.08 00:05Deixe seu comentário

Com o janeiro naquele ritmo de primeira marcha, pegamos a via 2008. Algumas coisas para passar o tempo:

 

 

TRAFICANTE CARISMÁTICO

 

Meu Nome Não É Johnny é a primeira ida obrigatória ao cinema desse ano. Forma uma trilogia não-oficial com Cidade de Deus e Tropa de Elite no tema drogas na sociedade carioca. Enquanto o primeiro trazia o ponto de vista da favela e o segundo o ângulo do policial, ...Johnny olha de dentro da classe média consumidora. É baseado no livro de mesmo nome de Guilherme Fiuza (a capa está ao lado e tem mais a ver com o filme do que o cartaz que está nos cinemas).

 

A história é real: a vida do traficante João Estrella, que foi criado num confortável lar da Zona Sul para se tornar o maior fornecedor de cocaína do seu meio (músicos, artistas, profissionais liberais e universitários) nos anos 90. Até que um dia ele é preso e acaba num horrendo manicômio judiciário. Depois de ser considerado regenerado, João Estrella foi solto e hoje segue carreira de produtor musical, trabalhando com Ivo Meirelles e o Funk'n'Lata,

 

O filme passa ao largo dos clichês psicológicos e moralistas mostrando um traficante generoso, divertido, filho de pais bacanas e inteligente. A abordagem é humana e realista. Para quem frequenta a cena eletrônica a história tem familiaridade: quantos caras legais a gente já não viu por aí perdendo o freio na balada e entrando para o comércio para bancar o seu rock'n'roll quase que diário?

 

As performances estão inspiradas, com destaque para Cleo Pires, Selton Mello, Andre di Biasi (na pele de um trafica top veterano de cadeira de rodas) e a dupla que faz os policiais civis corruptos, Orã Figueiredo e Hossein Minussi. Muita cocaína, uma cheirança sem fim na verdade, e diálogos engraçadíssimos, no melhor carioquês malandro que existe. O filme já começou arrebentando, com 190 mil espectadores na semana de lançamento.

 

 

VALE TUDO

 

Eu ainda não li a biografia do Tim Maia pelo Nelson Motta que acaba de sair porque minha namorada está lendo primeiro. Mas eu não resisto em roubar o livro dela de vez em quando para dar umas bicadas. É o tipo do livro que todo mundo está lendo ou pretende ler.

 

Nelson Motta não é um pesquisador tão detalhista como Ruy Castro mas sua vantagem é que ele estava lá, quer dizer, viu os acontecimentos do lado de dentro do balcão. E ele conheceu Tim Maia de perto o suficiente para contar muita história boa. Sabe aquela velha história de que genialidade se confunde com insanidade? É Tim Maia.

 

 

QUAL SERÁ A PRIMEIRA MÚSICA FODA DE 2008?

 

Eu só fui descobrir agora uma maravilha chamada "Remember Love", do Nôze. Bem diferente das outras faixas deles, bem minimais, esta é pop, com um vocal bêbado e um piano que é meio "Next is an E", do Moby, meio "Strings of Life", do Rhythim is Rhythim (mais sobre pianos, meu ítem preferido no revival dos anos 90, amanhã).

 

Quando duas pessoas que você nunca viu na vida sobem na cabine para perguntar "que música é essa?", como aconteceu no Vegas sábado passado (5/1) e como é cada vez mais raro acontecer, isto não é Impulse mas sinal claro de que você tem algo especial nas mãos. Vivemos uma era de quantidades intermináveis de produtos genéricos, então quando algo como "Remember Love" sai das caixas, com cara, cheiro e cor, as pessoas se empolgam. A faixa saiu em janeiro de 2007, ou seja, completa agora um ano.

 

Tudo isso pra dizer que quero lançar a caça à primeira música incrível de 2008. Será eletrônico? Será hip hop? Será barulhenta ou sussa? Terá vocal? Será suja, underground, ou um pop cristalino e contagioso?

 

Então, atenção nos lançamentos do mês. Estará entre eles a primeira música foda de 2008?

 

 

PRINS THOMAS

 

Na D-Edge, dia 18/1, sexta-feira. Não perca, não perca, não perca...

 

 

MAIS UMA BOA...

 

Checa o blog da Clau, Todo DJ Já Sambou, para ver o evento bacana que vai ter no SESC homeageando 50 anos de discotecagem paulistana.

Tags: cinema, 2008, noze
Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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