O release do DJ Nepal começa assim: Uma diversidade de grooves e vertentes que compõem o mosaico de referências dos seus sets atuais, reconhecido por suas seleções ecléticas e inovadoras passeando por muitas variações de house, nu disco, acid, electro.
Tão interessante quanto seus sets, Nepal foi o meu primeiro convidado para a minha coluna DJ VS DJ. Abaixo ele conta sobre o Apavoramento, a Banda Bife, tour na Europa e sobre a arte de encontrar e manipular o groove:
Quem ou o que te influenciou a seguir a carreira de DJ?
Foi algo meio natural. Desde dos tempos de moleque lá em Nikiti (Niterói), eu era a referência musical de muitos amigos da escola. Muitas vezes requisitado para animar as festinhas de playground, pois sempre gostei muito de música e comprava muitos discos. Dae quando comecei a vir sair aqui no RJ, fazia parte de um grupo de amigos muito interessados por música. Pra tu vê, saíamos de Nikiti pra curtir as noites na Dr.Smith, ouvia muito o Edinho e Venâncio, na época os residentes da casa. Mais foi mesmo depois de uma viagem à Nova Iorque que tive o contato com a cultura de DJ bem de perto. Voltando ao Brasil de mala cheia de músicas, comecei então a discotecar. Era 1996 na extinta Zoeira da Lapa, eu misturava hip-hop com batidas eletrônicas de breaks e electro. Dá até um filme, a historia do menino de Nikiti que gostava de música... O resto é que fui me aperfeiçoando e aprendendo mais e mais a cada dia. É um trabalho de relação humana, convivo com o ser humano e tento domesticá-lo e aliviar suas tensões, transportá-lo ao mundo da diversão através da música como em uma terapia de pista (risos). Parece brincadeira, mas esse é nosso trampo Bernardo!
Conta um pouco do que é o o seu coletivo, o Apavoramento.
O Apavoramento é uma junção de amigos que gostam muito do que fazem e acreditam em novas formas de mostrar seu trabalho no mercado. Hoje, o Apavoramento tem dois braços, um mais comercial e outro mais artístico. Fazemos vídeos para tv, cinema, publicidade, cenários interactivos, vídeo clips e trilhas. Um pouco de tudo ligado à mídia digital, além das apresentações de live áudio-visual. Apresentações que nos renderam até participações em festivais e tour européia. Também apresentações em museus, festivais de musica, e até na Bienal de arte de SP e na SP-ARTE (maior feira de artes plásticas da América Latina). Como você vê, é um trabalho diversificado de formatos e plataformas de apresentação.
Como é essa historia de fazer trilhas para desfiles?
Acho legal, pois é sempre um trabalho de pesquisa e uma nova forma de mostrar seu trabalho. O mais natural do trabalho da trilha de desfile acaba sendo o trabalho do dj atual, né? A pesquisa e o garimpo de música. Além da troca de referências entre você e o cliente, isso pode até te render um novo universo que você ainda não conhece. Você acaba aprendendo muito também quando faz.
E a Banda Bife? Fala um pouco sobre esse projeto.
Esse é um projeto novo de sons mais groove, uma espécie de banda de sons dos anos 70 turbinados com timbres atuais. Fazemos músicas próprias com muita referência ao som funk e soul dos anos 70 que amo! O disco do Bife sai esse ano sem falta, pois não quero deixar passar.
Você já fez uma tour pela Europa. Por quais países passou e como foi a experiência?
Já fiz e foi muito legal! Toquei na Espanha (Barcelona), Portugal (Porto e Lisboa ) e Inglaterra (Londres). Foi uma ótima experiência, vi de perto algumas coisas que ainda eram lendas pra mim. Hoje acredito que a experiência de intercâmbio é muito boa nem que seja só pra conhecer outra cultura, ir a festivais, ver de perto clubes e DJ's etc. já vale.
ABRAÇOS A TODOS.
MUITA MÚSICA NAS NOSSAS VIDAS SEMPRE NOS DESPERTA SENSAÇÕES!!!!!!!!
NEPAL
Blog Do Nepal: http://artedogroove.wordpress.com/
Tanto o DJ Nepal, quanto eu, junto com o Pedro Mezzonato no projeto Jack Hostel, tocamos sábado na festa Electrodama no Dama de Ferro. Mais infos e nomes para a lista amiga no post Convites para o Electrodama!.
Do Hauzinnn




